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Mesmo sem vitórias, diretoria se diz satisfeita com início de Leão

Por Da Redação 1 nov 2011, 06h42

Quando chegou ao São Paulo, Emerson Leão ouviu da diretoria que o objetivo era conquistar tanto a Copa Sul-americana quanto o Campeonato Brasileiro. Em dois jogos com o treinador, o time foi eliminado do torneio continental [derrota por 2 a 0 para o Libertad] e deixou de vencer mais um confronto direto na liga nacional [empate sem gols com o Vasco]. Mas o início de trabalho está satisfazendo os dirigentes.

‘Nesse momento, posso assegurar que nós estamos satisfeitos. O Leão tem feito algumas alterações e, nesse jogo contra o Vasco, a gente já sentiu algum sucesso. A defesa do São Paulo já foi bem mais firme. A atenção e a dedicação dos jogadores foram bem maiores’, analisa o vice-presidente de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes.O presidente Juvenal Juvêncio resolveu acertar com o ex-goleiro, conhecido por sua rigidez no trato com os atletas, para acabar com a apatia do elenco. Com contrato apenas até o fim do ano, Leão sabe que ficar fora da zona de classificação à Libertadores fatalmente vai custar seu emprego, mas por enquanto a diretoria garante que a tarefa passada ao treinador está sendo cumprida com êxito.

‘Em um determinado instante, nos pareceu que a equipe precisava ser mais firme. O problema não era só de direção técnica. Havia também um problema de comportamento do elenco’ reconhece Jesus Lopes.

A primeira medida de Leão foi acabar com o conforto dos jogadores. Com ele, ninguém tem lugar cativo no time – nem no banco de reservas. Rivaldo, que reclamou publicamente de Carpegiani e Adilson Batista por jogar pouco, sequer viajou ao Paraguai para a estreia do técnico, contra o Libertad.

Cícero, titular quase absoluto desde que chegou, não foi relacionado para o jogo diante do Vasco e, após chiar via imprensa, foi avisado de que precisa ser ‘mais inteligente’. Jean é outro que não ficou entre os suplentes e ouviu dicas do comandante: deve mostrar um ‘pouquinho mais’ para jogar.

Leão também aproveitou a ausência do contundido Rogério Ceni contra o Vasco para incentivar os demais jogadores a terem voz de liderança. No treino da última sexta-feira, a mudança de postura foi visível e audível. ‘Ainda temos alguns problemas, temos dificuldades que eu espero que sejam superadas’, concluiu João Paulo de Jesus Lopes, que diz torcer pelos bons resultados e a consequente permanência do técnico.

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