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Marcos guarda na história três ‘estreias’ na equipe profissional do Palmeiras

A estreia de Marcos com a camisa da equipe principal do Palmeiras gera controvérsias. A primeira partida do pentacampeão pelos profissionais do Verdão aconteceu em 1992, mas o ex-goleiro desconsidera o jogo e aponta sua terceira chance como a verdadeira estreia pelo clube.

A única semelhança entre os três primeiros compromissos de Marcos é o placar, já que todos terminaram com vitória por 4 a 0 da equipe alviverde. Apesar de o ex-goleiro não considerar, o debute real aconteceu no dia 16 de maio de 1992, em amistoso contra a Esportiva Guaratinguetá, no estádio Dario Leite Rodrigues.

Na época, o titular Carlos estava servindo à Seleção Brasileira, e o reserva Ivan havia sido afastado pelo então técnico alviverde, Nelsinho Baptista, que recorda da oportunidade dada ao jogador que se tornaria ídolo.

‘O que chamava a atenção no Marcos era o biótipo. Eu o coloquei naquela partida e foi bem. Eu vinha conversando com o (preparador da base, Carlos) Pracidelli e, com um plano tranquilo, resolvemos que eu o colocaria para jogar, para sentir realmente a condição dele. E aconteceu o que todo mundo viu’, comenta Baptista, em contato por telefone com a GE.Net.

A partida não gerou tanta dificuldade ao Verdão, e Marcos comprovou o que Nelsinho já vinha observando nos treinos. ‘Na época, lógico que a gente sabia que seria um jovem com um futuro grande pela frente, mas prever tudo o que aconteceu na carreira dele seria uma coisa de Deus. Ele realmente demonstrava uma condição muito boa’.O primeiro gol da goleada por 4 a 0 sobre a Esportiva Guaratinguetá foi marcado pelo então zagueiro Toninho Cecílio, aos 23 minutos do primeiro tempo.

‘Eu me lembro que ele foi muito bem naquela partida, era garoto, estava querendo mostrar serviço. E ele tinha bastante cabelo (risos). Mas o Marcos sempre foi, desde que ele chegou como terceiro ou quarto goleiro, um cara humilde, de personalidade, que queria se destacar. O Marcos de hoje era o mesmo da época. E ele ainda não tinha carro, então eu já dei várias caronas a ele’, lembra o ex-zagueiro.

Apesar de não ter sofrido gols no amistoso, Marcos só voltou a ter uma oportunidade entre os profissionais do Palmeiras em 1996, quando disputou sua primeira partida em um campeonato oficial, o Paulistão, no dia 30 de março. Na ocasião, o ex-goleiro substituiu Velloso no decorrer da partida, que terminou também com goleada por 4 a 0 sobre o XV de Jaú, pelo primeiro turno.

Mais uma vez sem ser vazado, o camisa 12 voltou a ser obrigado a esperar, mas, desta vez, não por muito tempo. Em 19 de maio do mesmo ano, Marcos foi titular pela primeira vez em uma partida de competição oficial. Velloso estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo no Estadual, e seu reserva imediato se destacou no triunfo sobre o Botafogo de Ribeirão Preto.

O ex-goleiro considera este jogo como sua estreia por ter sido titular em um duelo com a disputa pelos três pontos. Em campo, Djalminha marcou três vezes, e Müller completou o placar do confronto. Mas, apesar do show do meia, o ex-goleiro também pôde mostrar seu trabalho. O árbitro paraguaio Epifânio Gonzalez assinalou pênalti contra o Verdão.

Paulo César fez a cobrança no canto direito do goleiro, que acertou o lado e espalmou para fora. Na sequência, Marcos ajoelhou no gramado, com os dedos apontados para o céu, em uma cena que se repetiu muitas vezes durante sua carreira.

(*) Especial para a GE.Net