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“Maconha faz parte da cultura da NBA”, diz cartola

Phil Jackson, assumido consumidor da droga na época de jogador, disse que a liga americana de basquete deve lidar com o assunto

Por Da redação Atualizado em 7 dez 2016, 14h46 - Publicado em 7 dez 2016, 12h58

Phil Jackson, uma das personalidades mais emblemáticas da NBA — a liga de basquete dos Estados Unidos — causou espanto no noticiário do país na noite desta terça-feira ao tocar num assunto, no mínimo, controverso para qualquer figura pública. Ex-técnico dos tempos de Michael Jordan no Chicago Bulls e hoje presidente do New York Knicks, o cartola de 71 anos  afirmou que “a maconha faz parte da cultura da NBA” e a liga, segundo ele, deve discutir mais sobre o assunto e tentar lidar com a droga.

Jackson mencionou os longos debates sobre a legalização da maconha em alguns estados, como Colorado e Washington, e disse que chegará um momento que essa decisão deverá ser tomada em larga escala e não só em algumas unidades federativas dos EUA.

“É uma decisão que será feita pela nossa população em algum momento. Tentaram proibir os jogadores a usarem maconha na NBA, e também não acho que somos capazes de fazer isso. Isso vai continuar e faz parte da cultura na NBA, é algo que vamos ter que acomodar ou então encontrar alguma outra forma de lidar com isso”, disse o executivo em um programa da emissora CBS.

  • Ídolo dos Knicks como jogador ao faturar no começo da década de 1970 dois títulos da NBA, Phil Jackson afirmou que desde o começo da carreira a maconha faz parte da sua vida, já que na temporada de 1969/70 a droga o ajudou na recuperação de uma cirurgia nas costas. No entanto, ele afirmou que já usava-a para relaxar.

    “Eu tive uma cirurgia nas costas e quando eu fiquei fora eu fumei maconha durante aquele período. Eu acho que foi tanto uma distração como um analgésico. Eu nunca pensei nela como uma medicação para dor naquele tipo de situação”, disse Jackson, considerado lenda da NBA por ser o técnico com mais títulos na liga: foram seis com o Chicago Bulls de Michael Jordan, na década de 1990, e cinco com o Los Angeles Lakers, no começo dos anos 2000.

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