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Londres se prepara para possível ameaça terrorista por conta das Olimpíadas

Londres, 25 jan (EFE).- A ministra de Interior britânica, Theresa May, afirmou nesta quarta-feira que o governo sabe que os Jogos Olímpicos de Londres representarão um ‘alvo’ para os grupos terroristas, motivo pelo qual os planos de segurança nacional para o evento levaram em conta essa premissa.

Em discurso pronunciado nesta quarta-feira sobre os preparativos do Executivo britânico para garantir ‘um espetáculo não só incrível, mas também seguro’, a responsável do Home Office reconheceu que o Reino Unido, ‘como todos os países ocidentais, enfrenta uma série de contínuas ameaças à segurança nacional’.

Por essa razão, May afirmou que no planejamento do dispositivo de segurança nacional todas estas possíveis ameaças foram ‘levadas em conta’.

‘Somos conscientes de que enfrentamos uma ameaça real e duradoura por parte do terrorismo e sabemos que os Jogos, um evento icônico, representarão um alvo para os grupos terroristas’, disse.

A ministra indicou que os planos de segurança ‘foram desenvolvidos assumindo que o nível de ameaça terrorista no momento da realização dos Jogos será severo’.

Segundo ela, quando o dispositivo de segurança for iniciado, a ‘flexibilidade’ será um fator crucial, já que permitirá ao Executivo ‘responder com rapidez e efetividade a qualquer incidente imprevisto’.

A responsável do Home Office também revelou que 97 detenções foram efetuadas como parte de uma operação conhecida como ‘Podium’ por crimes como a revenda de ingressos para assistir eventos esportivos, criação de sites ‘fantasmas’ e ofertas de hotéis falsas, apesar de não ter detalhado desde quando as detenções vêm ocorrendo.

Com essas medidas de segurança, ‘a polícia está enviando uma mensagem muito clara de que não tolerará a inserção do crime organizado nos Jogos Olímpicos’.

‘Também estamos ajudando a polícia e o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (Locog) a enfrentar as outras ameaças que o Ministério do Interior encontrou nos últimos meses, como os acampamentos de protesto’, disse a ministra. EFE