Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Internado, lateral da Chape melhora e pede até churrasco

Alan Ruschel teve melhora no quadro de saúde e até brinca com os médicos na UTI; estado do zagueiro Neto é o que mais preocupa os médicos

Por Da redação Atualizado em 4 dez 2016, 21h03 - Publicado em 4 dez 2016, 20h46

Dos quatro brasileiros que sobreviveram à queda do avião da LaMia e continuam internados em Medellín, o zagueiro Neto é o que inspira maiores cuidados, segundo os médicos, que divulgaram novo boletim neste domingo para informar sobre o estado de saúde dos jogadores da Chapecoense.

O zagueiro é o único que continua entubado. Neto, que foi o último a ser resgatado do acidente com vida, está com pneumonia e ainda depende de ventilação mecânica para respirar. E deve permanecer assim por até 48 horas.

Já o lateral Alan Ruschel evoluiu bem e até brinca com os médicos da UTI: pediu até um churrasco — ele disse que estava com vontade de comer carne. Ruschel conversa bastante com os médicos, falou com familiares que estão em Medellín e foi comunicado do que aconteceu.

O goleiro Jackson Follmann, que teve a perna direita amputada, continua mostrando evolução segundo os médicos, que já descartaram amputar a outra perna do jogador. Follman, que pode sair da UTI nesta semana, sofreu uma lesão na coluna e terá de passar por uma cirurgia devido a uma fratura na segunda vértebra. Dependendo da evolução, a cirurgia na coluna pode até ser feita no Brasil.

Outro sobrevivente brasileiro do acidente que matou 71 pessoas na última terça-feira é o jornalista Rafael Henzel, que também já respira sem ajuda de aparelhos, embora continue com uma infecção pulmonar. Os médicos ainda consideram o estado de Henzel como “crítico”, mas ressaltaram uma evolução nos últimos dias.

Segundo os médicos, não há previsão para que os sobreviventes sejam transferidos para o Brasil. Os três jogadores e o jornalista precisam, primeiro, sair da UTI e ir para um quarto normal. “Até amanhã (segunda-feira) nenhum deles sai da UTI. Fazemos planos para cada 24 horas, porque pacientes de UTI estão em estado crítico, é muito dinâmico”, disse o intensivista Edson Stakonski.

Além dos quatro brasileiros, também sobreviveram ao acidente dois tripulantes bolivianos, Ximena Suárez e Erwin Tumiri, este último que, inclusive, já recebeu alta médica.

  • (Com Estadão Conteúdo) 

    Continua após a publicidade
    Publicidade