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Governo de Hugo Chávez comemora vitória de Maldonado na Fórmula 1

Caracas, 14 mai (EFE).- Ministros do governo de Hugo Chávez fizeram alarde nesta segunda-feira em torno da vitória do piloto venezuelano, Pastor Maldonado, no Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, apresentando-o como um exemplo da juventude bolivariana e lembrando o apoio que recebeu do presidente.

Os membros do Executivo aproveitaram para criticar à oposição e aos que questionaram o avultado patrocínio da companhia petrolífera estatal PDVSA à equipe Williams, depois que Maldonado chegou em primeiro lugar na Espanha, na frente do anfitrião Fernando Alonso, da Ferrari, e do finlandês Kimi Raikonnen, da Lotus.

O canal estatal da televisão venezuelana ‘VTV’ começou o dia exibindo reiteradamente imagens de Maldonado com a voz do presidente no momento em que lhe entregou a bandeira do país para que a fizesse tremular no exterior.

Além disso, o ministro da Informação, Andrés Izarrá, reenviou pelo Twitter uma mensagem na qual o piloto agradecia o apoio de Chávez.

‘Toda Venezuela e, tenho certeza, toda América Latina está celebrando a vitória desse jovem venezuelano, esse jovem bolivariano desta geração que o presidente Chávez chamou de geração de ouro’, disse o chanceler do país, Nicolás Maduro.

Já o ministro do Esporte, Héctor Rodríguez, indicou que o ‘triunfo é inclusive para aquelas pessoas que não acreditaram nele, inclusive para aquelas pessoas que o criticaram’.

A deputada opositora María Corina Machado questionou publicamente no ano passado o patrocínio da PDVSA a Maldonado por uma quantidade que a legisladora cifrou em US$ 66 milhões ‘quando aqui na Venezuela temos tantos rapazes sem campos, sem luvas’.

Rodríguez afirmou que há pessoas que ‘pareciam não acreditar muito na juventude e no talento venezuelano’, e destacou o apoio de Chávez a Maldonado.

‘Tive a oportunidade de compartilhar o momento em que Pastor e o presidente trataram da possibilidade de ele competir na Formula 1 e vi um presidente emocionado, disposto a apoiar, acreditando na juventude venezuelana’, assinalou. EFE