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Furacão é rebaixado e Coxa fica sem Libertadores no Atletiba da frustração

Por Da Redação 4 dez 2011, 18h05

Chamado de Atletiba do Século e de o maior da história, o clássico entre Atlético Paranaense e Coritiba, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro 2011, terminou em frustração na Arena da Baixada. A vitória por 1 a 0 não livrou o time da casa do rebaixamento, deixando apenas o gostinho de tirar do Coxa, que dependia só de suas forças, a vaga na Libertadores da América.

Pelo Furacão, chegou ao fim um ciclo de 21 anos, tempo que a equipe usou para sair da segunda divisão, conquistar o Brasileirão, em 2001, chegar à final da Libertadores e construir uma infraestrutura invejável para muitos times de ponta. Depois das quedas dos rivais Paraná Clube e o próprio Coxa, duas vezes, resta agora aos torcedores atleticanos viverem seu martírio.

O jogo – O técnico Antônio Lopes surpreendeu com duas novidades na escalação do Rubro-Negro. Wendel, que treinou a semana toda como titular, perdeu sua vaga para o lateral Wagner Diniz. No meio-campo, Cléber Santana apareceu para dar maior proteção ao sistema defensivo no lugar de Marcinho. Pelo Alviverde, Marcos Aurélio e Leandro Donizete confirmaram a expectativa e foram para o jogo.

Com a bola rolando, o Furacão criou a primeira oportunidade logo aos dois minutos. Paulo Baier recebeu em velocidade e chutou à esquerda da meta, balançando as redes pelo lado de fora. A equipe da casa mostrava força e chegou novamente aos cinco minutos. Após jogada individual de Guerrón, a bola ficou com Baier,que errou o toque por cobertura. Aos poucos o Coxa , que buscava os contra-ataques, se encontrava para equilibrar as ações.

Porém, os atleticanos eram mais perigosos. Aos 11 minutos, Nieto, de cara para o gol, desviou pela linha de fundo, perdendo uma oportunidade incrível. Muita velocidade e marcação na partida, com domínio do Atlético, que via ótimas apresentações de Cléber Santana e Guerrón. Confusão na defesa coxa-branca, a bola sobrou para Nieto, aos 23 minutos, e Vanderlei deixou a meta para segurar.

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O ritmo caiu um pouco, com as ações concentradas no meio-campo. Naquele momento, os demais resultados da rodada eram ruins para os dois times, mas ninguém apertava. Aos 34 minutos, Paulo Baier cobrou falta na lateral da área e Vanderlei defendeu. Aos 40 minutos, Léo Gago, com um petardo em cobrança de falta, deu trabalho para Renan Rocha, que cedeu escanteio.

Na segunda etapa, o Coritiba voltou com Tcheco no lugar de Éverton Costa. Mas o Furacão ainda era mais efetivo. Logo no primeiro minuto, Paulo Baier cobrou falta, Nieto desviou e Vanderlei afastou o perigo. O Coxa tentava marcar a saída de bola para começar a criar jogadas de perigo, o que não aconteceu nos 45 minutos iniciais. Aos sete minutos, Guerrón chutou cruzado, sem perigo.

O Alviverde chegou com perigo aos nove minutos, em cruzamento na pequena área que Rafinha desviou para fora. Aos 14 minutos, após cobrança de escanteio, Leonardo testou por cima da meta. Aos 16 minutos, o maestro-rubro-negro, de frente para o crime, chutou em cima do goleiro Vanderlei. Do outro lado, Bill, em condições parecidas, também perdeu. Os dois treinadores queimaram as substituições tentando uma última cartada.

Bola na rede somente aos 27 minutos do segundo tempo, com Guerrón, que aproveitou cobrança de falta de Paulo Baier para testar para o gol. Para o torcedor o resultado era festa, pela frustração do rival, que ficava sem a Libertadores. Porém, a tristeza se fazia presente, já que a vitória não salvava o Furacão por conta da goleada do Cruzeiro para cima do Atlético-MG.

O Coritiba não estava em sua melhor tarde, sem criatividade no ataque. Aos 36 minutos, sem alternativas, Leonardo arrematou de longe, fácil para Renan Rocha. Leandro Donizete também tentou de longe, aos 39 minutos, sem sucesso. O tempo passava e o desânimo era evidente, com o futuro dos times decretados para 2012.

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