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Felipão critica categorias de base do Verdão: ‘Não tem bons jogadores’

O técnico Luiz Felipe Scolari está insatisfeito com as categorias de base do Palmeiras. Nesta sexta-feira, o comandante alviverde fez duras críticas às divisões de formação de jogadores do Verdão e explicou que não pretende promover novos atletas neste momento.

‘Não tem bons jogadores, os bons da base já estão aqui comigo. Quando eu estava no Grêmio, subi Carlos Miguel, Emerson, Arílson… Eles eram muito bons e não interessava a idade. Se for pesquisar aqui de 1997 a 2000, subi Taddei, Jorginho, Paulo Assunção, Ferrugem… O pessoal da base vai ficar bravo comigo, mas não tem hoje’, criticou.

Felipão conta no elenco profissional com garotos formados no Palmeiras, mas apenas Gabriel Silva é titular, enquanto Patrik é a primeira opção abaixo de Valdivia. Por outro lado, há jovens que sequer estrearam. O meia Patrick Vieira, por exemplo, foi promovido com grande expectativa, mas só foi para o banco uma vez.

‘Na Copa São Paulo de Juniores, vêm times de Acre, Rondônia… Nada contra, mas é fácil aparecer. Quando coloca no campeonato de Junior, contra Santos e Corinthians, já dificulta. Só agora que ele (Patrick Vieira) está aprendendo a chutar com o pé direito. Vou colocar contra Santos, Grêmio, Corinthians e Atlético-MG sem saber chutar com o pé direito? Ainda não está pronto’, acrescentou.

O comandante alviverde ainda advertiu que seria mais fácil dar chance a garotos em um time já formado, em que poderia mesclar jovens com experientes.

‘Temos Patrik, Gabriel, Patrick Vieira, Bruninho… Se não temos mais, não vou fazer milagre. Colocar só por colocar não adianta. O Grêmio tinha Arce, Rivarola e Adilson, então dava para eu colocar um mais jovem, o Roger. No meio, tinha Dinho e Goiano, dois ‘véios’ malandros, e dava para incluir o Carlos Miguel. Não dá para trazer guris para decidirem. Quando tem um time pronto, colocar um, dois ou três é mais fácil’, acrescentou.

Além de questionar a qualidade das categorias de base do Palmeiras, Felipão também elogiou o trabalho de outros clubes, fazendo uma análise mais ampla do País.

‘Não conheço a realidade dos outros clubes. Alguns são formadores sempre, mas há os que formam em determinadas épocas e outros com mais dificuldades. Naquela época (década de 1990), o Palmeiras tinha possibilidades boas e foi revelando. O maior exemplo dos últimos dez anos é o Santos, que tem uma leva. Nós revelamos poucos nos últimos dez anos. O Grêmio da minha época tinha um pouco mais, agora menos. Já o Inter é sempre bom revelador’, concluiu.