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Federação da Inglaterra pede adiamento da eleição na Fifa

Crise na entidade levou dirigente inglês a cobrar 'credibilidade' da votação de 4ª

Por Da Redação 31 Maio 2011, 08h07

“É uma época muito prejudicial para a reputação da Fifa e, portanto, para todo o futebol”, disse o presidente da Federação Inglesa

A Federação Inglesa de Futebol (FA, na sigla em inglês) defendeu nesta terça-feira o adiamento da eleição para presidente da Fifa, marcada para a quarta, na sede da entidade, em Zurique, na Suíça. Derrotado na eleição para sede da Copa do Mundo de 2018, o país tem dirigentes que falaram publicamente em casos de corrupção na Fifa. O presidente da federação, David Bernstein, disse que adiar a eleição poderia dar mais credibilidade ao processo. A Fifa vive a pior crise de sua história.

No fim de semana, a Fifa anunciou a suspensão provisória dois presidentes de confederações continentais – Jack Warner, da Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe) e Mohammed bin Hammam, da AFC (Ásia) – depois de denúncias de compra de voto no processo que decidiu as sedes dos Mundiais de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). O atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, também foi investigado, mas escapou ileso das acusações de corrupção.

Na eleição de quarta, ele concorre sem opositor, como candidato único. Até o fim de semana, Bin Hammam era seu concorrente, mas ele desistiu da candidatura depois do escândalo. De acordo com Bernstein, da Fifa, a eleição precisa ser transferida para outra data – não só para dar credibilidade ao pleito como também para que “algum candidato alternativo, disposto a fazer reformas, possa ter a oportunidade de concorrer”. A FA prometia se abster no pleito entre Blatter e Bin Hammam.

Reputação – Na mensagem divulgada nesta terça, o presidente da federação inglesa pediu o apoio de outras confederações e associações nacionais, para que a tentativa de adiar a eleição funcione. Por fim, a FA pede que a Fifa aceite a contratação de uma consultoria externa para fazer recomendações sobre como melhorar a gestão da entidade. “É uma época muito prejudicial para a reputação da Fifa e, portanto, para todo o futebol. É preciso melhorar a forma como o esporte é comandado”, disse.

Blatter concedeu uma entrevista coletiva na tarde de segunda-feira para comentar a crise. Apesar dos inúmeros rumores e investigações de casos de suborno na entidade que controla o futebol mundial, o suíço disse que a Fifa não está em crise – para ele, a entidade vive só “algumas dificuldades que podem ser resolvidas dentro de nossa família”. Apesar de minimizar a importância dos problemas, Blatter se mostrou muito irritado – e rejeitou a possibilidade de adiar a eleição de quarta.

(Com agência France-Presse)

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