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‘Desengonçado’ no início da carreira, Marcos deixa ponto fraco no passado

Por Da Redação 5 jan 2012, 07h22

As defesas na Copa Libertadores da América de 1999 consagraram Marcos para a torcida do Palmeiras. Desde então, o ex-goleiro se tornou referência para a posição. Porém, quem jogou com o pentacampeão no Lençoense recorda as dificuldades do início da carreira.

‘O Marcão chegou desengonçado ao clube (risos). Eu também era goleiro e pensava que ele era meio desajeitado, apesar de ter o tamanho para a posição. Mas foi só entrar no gol e ele tampou tudo’, recorda Tom, que abandonou o futebol de forma precoce e hoje trabalha com adubos líquidos, entre as cidades de Barra Bonita e Pederneiras, no interior paulista.

Além de Marcos, a equipe de juniores do Lençoense contava com mais dois goleiros: o próprio Tom e ainda Barata, que era titular no início da temporada de 1991. Os dois foram grandes amigos do pentacampeão, pois, além dos treinos juntos, eles também moravam na mesma casa, com outros garotos.

‘Existia a concorrência, mas o ambiente era bem legal. O pessoal não levava muito para esse lado. Em 91, o Barata começou como titular. No decorrer do campeonato, ganhei a posição dele, porque o Neno (preparador de goleiros) quis trocar um pouco. No final, faltando poucas partidas para o fim do campeonato, ele colocou o Marcos, derrubando eu e o Barata’, sorri Tom, para justificar. ‘O Marcos enchia o gol quando entrava’.

Assim como o amigo, Barata também reconhece que era difícil concorrer com o crescimento de Marcos. ‘Temos um orgulho muito grande. Ele começou com a gente e virou o que é hoje, sendo até mais humilde’ afirma, em conversa com a reportagem da GE.Net.

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Mas, para se consagrar, Marcos precisou superar seus pontos fracos, que já eram observados pelos atacantes do Lençoense. O ex-jogador Lê, que hoje é comerciante e mora em Barra Bonita, recorda os diversos gols que marcou no goleiro durante os treinos em Lençóis Paulista.

‘Como ele não era o goleiro titular, eu fiz muitos gols nele nos treinos (risos). Eu era o batedor de faltas oficial da equipe e eu percebi que ele não tinha tanta experiência na batida mais baixa depois da barreira. Ele nem ia na bola’, brinca, antes de admitir que o ponto fraco foi superado pelo goleiro.

‘Ele não era ainda o Marcos com todos os requisitos que conquistou na carreira. Estava em formação, mas depois ficou quase perfeito. Além de boa envergadura, ele já era ágil e arrojado’, lembra o ex-atacante.

A evolução não foi atingida com sorte, e sim com bastante trabalho. Tom explica que a comissão técnica exigiu intensamente de Marcos e dos demais atletas no início da carreira.

‘Ele era grandão e foi treinado bastante na parte de explosão, porque ele era desajeitado, não tinha tanta coordenação. Mas ele foi corrigindo isso nos treinos. Quando ele entrou no gol, no primeiro campeonato que estávamos disputando, superou tudo quanto é deficiência que poderia ter, porque fechava o gol mesmo’, conclui o amigo, com um sorriso de satisfação.

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