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Com toque espanhol, Auckland disputa seu 3º Mundial e pode enfrentar o Santos

Redação Central, 5 dez (EFE).- Eliminado logo na estreia para o egípcio Al-Ahly em 2006 e quinto colocado na edição de 2009, o Auckland City, da Nova Zelândia, conquistou a Liga dos Campeões da Oceania novamente na atual temporada e voltará a disputar o Mundial de Clubes, desta vez com um toque do futebol espanhol.

Quando o técnico Ramón Tribulietx aterrissou em Auckland, no início da temporada de 2008, para trabalhar como auxiliar-técnico em terras neozeolandesas, o panorama era bem diferente do atual.

O futebol local estava em fase de amadurecimento após a saída dos times e da seleção australianos, que se juntaram à Confederação Asiática de Futebol (AFC), e muito poucos eram os atletas estrangeiros que se arriscavam em uma aventura desconhecida.

Muitos passos foram dados, e os medos acabaram. Tribulietx se tornou técnico da equipe e junto a ele quatro jogadores espanhóis vestirão a camisa do representante da Oceania no Mundial.

É o caso de Manel Expósito, ex-jogador do Barcelona. O atacante fez sua primeira partuda pela equipe principal do Barça em uma partida amistosa contra o Porto, no dia 16 de novembro de 2003, mesmo dia da estreia de Lionel Messi.

O defensor Ángel Viña, por sua vez, terminou seus estudos na área de educação física, viajou para a Austrália e acabou no time neozeolandês após pedir um teste para o treinador via Facebook.

O Auckland chega para representar um país emergente, cuja seleção deixou a Copa do Mundo sem perder um só jogo, incluindo um empate contra a Itália, mas que conta com um campeonato inferior ao dos grandes países europeus.

O exemplo mais claro é que vários integrantes do elenco são amadores. Alguns deles tiveram que pedir uma licença no trabalho para viajar em um dos momentos mais importantes de suas histórias como atletas.

O primeiro deles foi no ano de 2006. O clube, recém fundado, deixou a competição sem marca um gol sequer e levando cinco. Em 2009, venceu o Al-Ahli, dos Emirados àrabes, mas caiu para o Atlante na segunda fase. Na disputa pela quinta posição derrotou o TP Mazembe, que viria a ser vice-campeão um ano depois.

Em 2011, o time aterrissa no Japão após vencer o Amicale, de Vanuatu, na decisão Liga dos Campeões da Oceania. Seu primeiro obstáculo será o Kashiwa Reysol, campeão japonês e que tem mais experiência.

Na tentativa de suprir suas carências, o Auckland contará com a experiência do zagueiro Ivan Vicelich. Com 35 anos, o jogador é recordista de convocações pela seleção da Nova Zelândia.

Junto a ele, estarão seu companheiro de seleção David Mulligan, e os espanhóis Andreu Guerao e Albert Riera Vidal, que se unem a Expósito e Viña.

Com duas vitórias no torneio, o craque Neymar cruzará o caminho do time; com três, o sonho de enfrentar o Barcelona pode se tornar realidade. Alguns jogadores já se candidataram a pedir para trocar de camisa com Lionel Messi. Para a equipe, a humildade é o principal lema, já que a esperança é honrar o nome do continente.

A provável escalação do time para a estreia, nesta quinta-feira, é a seguinte: Spoonley; Pritchett, Vicelich, Viña e Hogg; Feneridis, Riera, Mulligan, Dickinson, Manel Expósito e Koprivcic. EFE