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Cobrado por ter 1,93m, Rhodolfo divide responsabilidade pelo alto

Emerson Leão já avisou que ‘a bola alta é sempre do beque de 1,90m, não tem conversinha’. Mas Rhodolfo, de 1,93m, não quer assumir a missão só com seu colega de zaga João Filipe, de 1,90m. Para anular as cobranças de falta e escanteio de Marcos Assunção no jogo contra o Palmeiras, neste domingo, o defensor cobrar ajuda dos colegas.

‘Cada um marca o seu. Se um não marcou e tomamos o gol, falam que é culpa dos zagueiros que têm mais de 1,90m. Não é assim’, defendeu-se Rhodolfo, que, em treino específico nesta quinta-feira, teve a companhia de João Filipe, Denilson, Cícero e Luis Fabiano na área para cortar cruzamentos.

Os atletas mais altos se dispõem a fazer sua parte. ‘Minha altura pode contribuir. Todos sabem que a principal arma do Palmeiras é a bola parada, pela qualidade do Marcos Assunção. Precisamos fazer o nosso trabalho nesta semana cheia para chegar lá e cumprir o que o professor Leão manda’, falou Cicero, de 1,80m.

A preocupação é coibir uma arma que já fez do Tricolor uma vítima. No Choque-Rei do primeiro turno, mesmo com Xandão – de 1,93m e suspenso para domingo – ao lado de João Filipe e Rhodolfo, o zagueiro Henrique completou de nuca uma cobrança de falta de Marcos Assunção para selar o empate por 1 a 1 no Morumbi.

A primeira ordem para anular o volante do Palmeiras é evitar cometer faltas perto da área. Leão, contudo, sabe que nem sempre é possível cumprir essa orientação. Por isso, exige posicionamento capaz de impedir um desvio que deixe Rogério Ceni sem condições de evitar que suas redes sejam balançadas no Pacaembu.

‘A equipes deles é muito boa de bola parada. Temos que nos preocupar, a jogada é muito forte’, enalteceu Rhodolfo, lembrando ainda que o arquirrival também tem a velocidade de jogadores como Maikon Leite entre os atalhos para encontrar o gol adversário.

O camisa 4, entretanto, lembra que sua altura, que faz Leão exigir excelência defensiva, também é arma ofensiva. ‘Temos que nos preocupar com a bola parada deles, mas eles também precisam se preocupar com a nossa’, afirmou o zagueiro.