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Cielo absorve erros na Itália de forma positiva: Hora permitida’

Por Da Redação - Atualizado em 19 jul 2016, 13h41 - Publicado em 19 jun 2012, 16h38

A vida de um campeão também é feita de deslizes e aprendizado. Próximo da aguardada chance de defender o título olímpico dos 50m livre, Cesar Cielo considera que teve um desempenho decepcionante no Trofeo Sette Colli, disputado na semana passada na Itália. Ainda assim, o campeão olímpico e mundial prefere manter um discurso positivo sobre as chances em Londres.

‘Eu cometi erros que não cometia fazia muito tempo, mas deu a sensação de que era a hora permitida. Não que eu goste de errar, mas se tivesse que errar seria longe da Olimpíada. Acho devemos tirar o lado positivo em tudo, nessa competição a dificuldade foi brigar comigo mesmo, estava pesado com os treinos. Mas fiquei decepcionado com a parte técnica da prova’, reconheceu o paulista.

Na Itália, Cesar Cielo nem sequer conseguiu a classificação para as finais do 100m livre. E até mesmo a vitória nos 50m livre, com o tempo de 22s17, o desagradou. ‘Nos 100m, eu nadei mal, mas foi o tempo até esperado. Agora nadar em 22 segundos os 50m foi pobre’, emendou.

Neste momento, Cielo dá sinais de que irá direcionar suas maiores forças aos 50m livre, prova que venceu os últimos três títulos mundiais e ganhou o ouro olímpico em Pequim. Nos 100m, o nadador reconhece que perdeu terreno desde o ano passado principalmente para os australianos James Magnussem e James Roberts.

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De qualquer forma, Cielo evita preocupação exacerbada com a evolução dos rivais nas provas de velocidade. ‘Eu me encontro mais confortável, me conheço bem quando acho que posso melhorar e vejo a chance de me manter como número um. Claro que alguém pode melhorar mais, só que sinto que a autoanálise é mais importante que analisar os adversários. Eu tenho tato sobre o que posso melhorar na parte técnica da prova. A gente achou alguns centésimos para a Olimpíada, agora é capitalizar isso na hora certa’, avisou.

A confiança de Cielo mesmo com o tropeço na Itália está relacionada com a maturidade de um atleta que já viveu, inclusive, uma acusação de doping. ‘Estou mais chato, mais perfeccionista, mas a ansiedade é a mesma. Há uma diferença natural de quem tem 21 e 25 anos, você fica mais maduro, mais experiente, eu me sinto mais preparado agora’, avisou.

Em compensação, Cielo evita falar na previsão de marcas para a Olimpíada, principalmente na prova em que carrega maior esperança de medalha de ouro. ‘É difícil apontar um tempo final, eu tenho uma janela de 21s38 para melhorar (nos 50m livre), gostaria de nadar abaixo do recorde olímpico de 21s30, mas tínhamos trajes tecnológicos naquela época’, comparou o brasileiro, que foi além. ‘Eu vi um estudo que apenas 17% dos atletas dão o seu melhor rendimento na Olimpíada, eu quero estar dentro desse grupo’, completou.

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