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Botafogo enfrenta Bangu para ir à final da Taça Rio

Por Da Redação 21 abr 2012, 08h00

Por AE

Rio – Botafogo e Bangu se encontraram uma única vez em uma final de Campeonato Carioca, em 1967. Desde então, o Bangu afundou em crises financeiras e se apequenou, salvo um breve ressurgimento em 1985, quando foi vice-campeão estadual e brasileiro. O Botafogo, por sua vez, manteve a grandeza. Encontros decisivos como o deste sábado, às 18h30, no Engenhão, pelas semifinais da Taça Rio, se tornaram muito raros e evocam memórias de outros tempos em que o jogo era visto como o embate entre iguais.

“Era um grande clássico. Pena que depois o Bangu teve um declínio financeiro e não figurou mais entre os principais clubes”, lembrou o técnico do Botafogo, Oswaldo de Oliveira, que presenciou aquela final de 1967 como torcedor do Bangu. “O início da minha história no futebol se confunde com a força que o Bangu tinha. Fui sócio e atleta amador”, contou.

A diferença atual entre o time da zona sul e o da zona oeste do Rio está refletida na folha salarial. Enquanto o Bangu gasta cerca de R$ 150 mil mensais com todo o elenco e comissão técnica, o futebol do Botafogo consome em torno de R$ 2 milhões.

“A diferença de orçamento existe. Mas isso não quer dizer muito no campo. Nosso time não vai entrar de salto alto. Os jogadores estão conscientes do que vão fazer, sabem que sem humildade não se chega a lugar nenhum”, discursou Oswaldo de Oliveira.

Mas o favoritismo botafoguense é evidente e a expectativa da torcida é por uma vitória contundente, que afaste a desconfiança que o time tem levantando mesmo em sua série invicta de 20 partidas, com 10 vitórias e 10 empates na temporada. “Esperamos jogar bonito, convencer o torcedor e passar para final”, disse o meia Elkeson.

O atacante argentino Herrera não participou do treino desta sexta-feira, com dores na perna esquerda. Mesmo que ele se mostre recuperado, o técnico já antecipou o retorno do uruguaio Loco Abreu ao time titular. “Tudo definido. Abreu joga e Maicosuel ainda fica no banco”, garantiu Oswaldo de Oliveira.

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