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Bolt vê crescimento de Yohan Blake nos 100 metros

Por Da Redação 22 dez 2011, 17h15

Madri, 22 dez (EFE).- O velocista jamaicano Usain Bolt, que foi soberano no atletismo durante os três últimos anos, encontrou em Yohan Blake, seu companheiro de treinamentos e novo campeão mundial dos 100 metros, um rival inesperado de apenas 21 anos, que promete dar trabalho nos Jogos Olímpicos de 2012.

Acostumado a vencer tudo o que disputava, fossem os 100 ou os 200 metros, o jamaicano protagonizou o momento chave do ano de 2011 na modalidade, e não precisamente por suas marcas e seus triunfos, mas por uma falha gigantesca em uma final de competição.

No dia 28 de agosto, no estádio nacional de Daegu (Coreia do Sul), Bolt protagonizou o maior fiasco na história dos Campeonatos Mundiais ao ser desclassificado por queimar a largada. O detentor de três outros olímpicos e cinco mundiais se precipitou na saída e, consciente do erro que havia cometido, tirou imediatamente a camisa e abandonou a pista.

Na sequência, Blake, que é considerado o futuro do atletismo da Jamaica, venceu os 100 metros com sua melhor marca no ano (9s92), batendo o americano Walter Dix (10s08) e Kim Collins (10s09), atleta de São Cristóvão e Nevis e campeão do mundo em Paris, em 2003.

O grande fiasco de Bolt reacendeu a polêmica em torno da regra de largadas falsas, que entrou em vigor em janeiro de 2010, mas os responsáveis pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) se reafirmaram em sua política de tolerância zero, ou seja, sem poder queimar a largada nenhuma vez.

Uma semana depois, o velocista de 24 anos recuperou sua melhor imagem com uma vitória incontestável na final dos 200 metros e a quarta melhor marca da história (19s40), transformando-se no primeiro atleta a repetir seu título nesta prova desde o americano Calvin Smith, em 1987.

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A desclassificação do ídolo jamaicano aconteceu no mesmo dia da derrota do etíope Kenenisa Bekele, que buscava seu quinto título consecutivo e perdeu pela primeira vez na sua vida nos 10 mil metros, sendo batido por Ibrahim Jeilan, que também venceu o britânico Mo Farah, a nova sensação entre os fundistas.

Daegu registrou uma queda de resultados entre os campeões olímpicos, com destaques para nomes entre Dayron Robles (110 metros com barreira), Caster Semenya (800 metros rasos), Yelena Isinbayeva, que foi derrotada no salto com vara pela brasileira Fabiana Murer.

Fabiana conquistou o ouro inédito em Daegu, mas semanas depois decepcionou e ficou apenas com a prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, tendo sido superada pela cubana Yarisley Silva.

Ao todo, o Brasil conquistou 23 medalhas no Pan, sendo dez delas de ouro, ficando atrás apenas de Cuba na classificação geral. Os destaques foram Maurren Maggi, tricampeã no salto em distância; Ana Cláudia Lemos da Silva, campeã nos 200m e nos 4x100m; e Solonei Silva, quarto brasileiro consecutivo a vencer a maratona.

Além da derrota de Isinbayeva para Fabiana, o Mundial de Daegu ficou marcado, nas competições femininas, pelos triunfos da queniana Vivian Cheruiyot nos 5 mil e 10 mil metros.

Antes, a queniana já havia sido campeã mundial de cross, mas os três títulos não foram suficientes, de acordo com a IAAF, para que ela merecesse o prêmio de melhor atleta feminina do ano.

O Conselho Diretor da Federação escolheu Bolt e a australiana Sally Pearson, campeã mundial dos 100 metros com barreiras, que receberam cheques de U$S 100 mil em Monte Carlo, durante a premiação da entidade. EFE

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