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Arquiteto do Itaquerão cobra o Corinthians na Justiça

Dívida de R$ 11,1 milhões se refere a empréstimo feito pelo arquiteto em 2015, em negociação que envolve também a construtora Odebrecht

Por da redação - 10 out 2016, 13h42

O Corinthians segue com enormes dificuldades para pagar suas contas. O jornal Folha de S. Paulo informou nesta segunda-feira que Anibal Coutinho, o arquiteto responsável pelo projeto do Itaquerão, recorreu à Justiça para cobrar do clube paulista uma dívida de 11,1 milhões de reais.

O processo, que tramita na Justiça do Rio de Janeiro, se refere a um empréstimo feito por Coutinho para ajudar a quitar salários atrasados, 13º e férias dos jogadores do Corinthians no ano passado.

A dívida envolve diretamente a Odebrecht. A construtora da arena alvinegra deveria ter pagado integralmente o escritório de Anibal, Coutinho Diegues Cordeiro Arquitetos, pelo projeto do estádio. No entanto, a construtora investigada na Operação Lava Jato só aceitou fazê-lo graças a um acordo feito pelo Corinthians com o arquiteto.

No início de 2015, Anibal temia não receber o dinheiro da Odebrecht, com quem mantém relação ruim. Na época, o Corinthians enfrentava enorme dificuldade para pagar seus atletas e seu então presidente Mário Gobbi propôs uma solução: convenceu a Odebrecht a pagar o que devia, contanto que Anibal emprestasse imediatamente o valor ao Corinthians – com quem sentia mais confiança para negociar –, para que o clube quitasse suas dívidas.

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Anibal emprestou ao Corinthians pouco mais de 7 milhões de reais e ficou acordado que receberia o valor de volta até 27 de julho de 2015 – o que não aconteceu. Como o contrato previa juros de 0,8% ao mês mais correção monetária baseada no índice do IGPM/FGV, Anibal cobra hoje mais de 11 milhões de reais do clube paulista, para quem segue prestando serviços, como coordenador da auditoria dos contratos com a Odebrecht.

“Somos e sempre fomos sensíveis e compreensivos com a difícil situação vivida pelo clube, que tem e teve todo o nosso respeito e atenção. Mas também partilhamos do mesmo momento de dificuldade”, informou o escritório Coutinho Diegues Cordeiro Arquitetos, à Folha, enquanto o Corinthians alegou não ter sido notificado judicialmente. No domingo, o mesmo jornal informou que a Caixa socorreu a Odebrecht com 350 milhões de reais para a construção do Itaquerão.

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