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Após ‘sono de prestação’, Lucas ganha noite melhor que da Seleção

Por Da Redação - 10 jun 2012, 23h27

Lucas, assim como Casemiro e Bruno Uvini, já soube nos Estados Unidos através de uma ligação do coordenador técnico Milton Cruz que poderia ser escalado neste domingo. Teve dificuldades para dormir, mas participou do clássico contra o Santos e, na visão de Emerson Leão, ganhou um presente: um sono de vencedor.

‘Ele teve a última noite ruim, com derrota e dentro do avião. Hoje (domingo), esqueceu da Argentina e vai dormir na cama dele com vitória’, disse o técnico, lembrando dos poucos minutos em que o meia-atacante participou da derrota para a Argentina nesse sábado, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

O jogador só desembarcou na manhã desse domingo. ‘Eu estava dormindo na prestação, de pouquinho em pouquinho, enfrentando turbulência do avião. E sou elétrico, hiperativo, é até errado porque tenho que descansar bastante. Mas agora vou poder ver minha mãe, meu irmão, meu sobrinho, jantar com eles e descansar’, disse o próprio camisa 7 do São Paulo.

Lucas só entrou em campo após uma reunião horas depois do desembarque envolvendo Bruno Uvini e Casemiro, Emerson Leão e o diretor de futebol Adalberto Baptista. Nela, ficou decidida sua escalação sem riscos, até pela garantia dada pelo próprio atleta.

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‘Se fosse um risco, os profissionais do São Paulo falariam para eu não entrar em campo. Se deixaram, é porque falei que estava bem. Preciso jogar. Sou garoto, quero fazer o que amo: jogar futebol’, explicou Lucas, com a conivência de seu treinador.

‘Nenhum atleta entra com sabor de risco escalado por mim. Se tivéssemos uma pequena desconfiança, jamais seria escalado. Tem os dois lados: se o Lucas fosse muito mal e se machucasse, o culpado era o Leão. Eu, que já não sou gatinho, perguntei se ele queria jogar e ele estava com vontade. Então está bom. E estou satisfeito’, explicou Leão.

Durante o jogo, Lucas, não apareceu tanto e até perdeu chance clara aos seis minutos do segundo tempo. Chegou a colocar a mão na coxa. ‘Mas Deus me livre, foi uma ‘paulistinha’, tomei uma joelhada na coxa’, disse depois, rindo e se aproveitando de seus 19 anos. ‘A minha juventude me ajudou’, relato

E quem gostou foi Leão. ‘O Lucas foi pouco aproveitado na Seleção e teve a grande oportunidade de demonstrar que é um atleta para decidir campeonato. E estou satisfeito. Foi bem, melhor que na Seleção. É isso que queremos, que apareça aqui independentemente de qualquer circunstância’, elogiou o técnico.

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