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Após abandonos, André Azevedo comemora oitava posição em 25 Dakar

A participação na edição de 2012 do Rally Dakar foi a 25do brasileiro André Azevedo, que pilotou o caminhão da equipe Petrobras Lubrax, oitavo colocado na classificação geral da categoria. O resultado foi o melhor de um competidor nacional na disputa e deixou o paulista satisfeito, principalmente por ter conseguido completar o evento após abandonos em dois anos consecutivos e ter enfrentado problemas na primeira semana de especiais.

‘Na primeira semana nós tivemos vários motivos para abandonar. Na quinta etapa saímos sem embreagem, tivemos várias situações em que podíamos desistir, mas nossa persistência fez com que a gente superasse esses problemas. No final conseguimos ainda ter o melhor resultado entre os brasileiros’, celebrou Azevedo, piloto do caminhão que tinha o navegador Maykel Justo e o tcheco Jaromir Martinec.O desempenho dos brasileiros foi melhorando durante o rali. Após enfrentar problemas com seu veículo no começo do Dakar, a equipe nacional conseguiu ganhar posições importantes nas últimas etapas da disputa, sobretudo nas especiais disputadas no Peru, consideradas mais complicadas pelos competidores por causa das dunas.

Na 13especial, a penúltima do Dakar, André Azevedo foi o segundo colocado, atrás apenas do russo Andrey Karginov, quarto colocado na classificação geral. Neste trecho, o piloto acredita que sua experiência fez diferença, já que viu semelhança do terreno encontrado com as dunas que enfrentou na Mauritânia, quando o rali passava pela África.

A edição de 2008 do evento foi cancelada por motivos de segurança, após quatro franceses serem assinados dias antes do início da disputa por organizações terroristas na Mauritânia. A partir de 2009, a competição, tradicionalmente encerrada em Dacar, capital de Senegal, passou a ser disputada na América do Sul. Neste ano, a largada foi em Mar Del Plata, na Argentina, e a chegada em Lima, no Peru.

‘Alguns pilotos nunca disputaram o Dakar quando passava pela África e essas dunas do Peru foram uma novidade. Então onde alguns tinham dificuldade, a gente aproveitou a experiência para ganhar algumas posições’, afirmou Azevedo, que também ressaltou a importância do trabalho de seu navegador.

Responsável por guiar as manobras do piloto do caminhão brasileiro, Maykel disputou o Dakar pela sétima e avaliou e edição de 2012 como a mais difícil. ‘Eu me senti gratificado por ter ajudado. Para mim, esse foi o mais difícil de todos e agora a sensação é de dever cumprido’.