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Aos 93 anos, morre ‘Tia Leah’, uma das precursoras do vôlei de praia

Por Da Redação - 9 jul 2012, 20h33

No último domingo faleceu, no Rio de Janeiro, Leah Mendes de Moraes, uma das precursoras do vôlei de praia feminino. A ‘tia Leah’, como era conhecida, sofreu um infarto e morreu aos 93 anos de idade. O enterro foi realizado na tarde desta segunda, no cemitério São João Batista, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeir

Nascida em 1918, ela começou a se encantar pela modalidade na década de 1930, começando a praticar na quadra do Instituto de Educação da Barra da Tijuca, na Zona Norte da capital fluminense. Porém, quando se mudou para Copacabana, na região Sul, ficou apaixonada pela praia e via homens praticarem o vôlei no local.

O sobrinho de Leah, Vitório Mendes de Moraes, falou sobre a carreira da tia. ‘No Instituto de Educação, ela chegou a ser escolhida a jogadora do ano certa vez. A paixão dela pelo vôlei nasceu ali. Quando foi morar em Copacabana, passou a jogar o vôlei de praia. E foi uma das precursoras no esporte. Talvez tenha sido a primeira mulher a jogar na praia. Ela tinha uma vasta história e era querida por todos’, disse.

Entre as décadas de 60 e 70, Leah Mendes passou a tomar conta da rede do Posto 6, em Copacabana e não deixava qualquer pessoa jogar, como frisou o sobrinho: ‘aqueles de quem ela gostava, jogavam; os que ela achava que eram ‘maus elementos’, não jogavam

O local começou a atrair fãs do voleibol e atletas da época. ‘Todos os jogadores faziam questão de jogar na rede dela. Era até currículo. Os atletas da Seleção Brasileira treinavam pela manhã na Escola de Educação Física do Exército e, depois, seguiam para jogar na rede da Tia Leah’, falou Marcos Antonio Pina Barbosa, ex-superintendente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e amigo de Leah.

Pina foi representar o presidente da entidade, Ary Graça, durante o sepultamento. ‘Ela passou, mas nos deixou uma história linda, fantástica. A vida dela era o voleibol. Tinha um ditado dela, que ficou conhecido, que dizia: ‘aqui, na minha rede, é uma democracia absoluta: só eu mando’. Ela vai deixar saudades’, finalizou Marcos Antoni

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