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Adhemar Ferreira da Silva inaugura Hall da Fama do atletismo

Por Da Redação 10 mar 2012, 13h00

No mesmo dia em que viu Gustavo Kuerten ser oficializado no Hall da Fama do tênis, o Brasil teve outro representante recebendo a mesma honraria, mas no atletismo. Falecido há 11 anos, o triplista Adhemar Ferreira da Silva consta na lista dos 12 primeiros atletas indicados.

Além do brasileiro, Carl Lewis e Jesse Owens, Fanny Blankers-Koen, Abebe Bikila, Paavo Nurmi, Emil Zatopek, Al Oerter, Ed Moses, Betty Cuthbert, Jackie Joyner-Kersee e Wang Junxia integram a seleta galeria, criada nesta quinta-feira como parte das celebrações do centenário da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF).

A entidade esclareceu que para receber a honraria o atleta precisa ter ao menos duas medalhas de ouro em Jogos Olímpicos ou Mundiais de Atletismo, além de ter quebrado no mínimo um recorde mundial. O esportista ainda precisa estar aposentado das pistas há pelo menos dez anos.

Nascido em 1927, em São Paulo, Adhemar é até hoje único representante do País a conseguir dois ouros consecutivos nas Olimpíadas (Helsinque-52 e Melbourne-56). O saltador ainda foi o primeiro homem no mundo a ultrapassar os 16 metros no salto triplo, até então considerado o limite do ser humano. Em Pan-americanos, também no salto triplo, ele subiu ao lugar mais alto do pódio em três ocasiões.

No âmbito pessoal, Adhemar Ferreira da Silva também foi diferenciado. Formado em quatro profissões (belas-artes, educação física, direito e relações públicas), além de jornalista profissional, ele era capaz de se expressar em sete idiomas estrangeiros: inglês, espanhol, italiano, francês, alemão, finlandês e japonês.

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