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TV Cultura encerra ‘Viola, Minha Viola’ e ‘Provocações’

Programas continuarão a ser exibidos em reprises

A TV Cultura confirmou nesta segunda-feira que os programas Viola, Minha Viola e Provocações não ganharão novos episódios. As atrações continuarão a ser exibidos na emissora na forma de reprises, como vem acontecendo desde a morte de seus apresentadores, Inezita Barroso, em março, e Antônio Abujamra, em abril.

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Segundo a assessoria de comunicação da Cultura, a decisão foi tomada porque os programas eram muito ligados a seus apresentadores — Inezita ficou quase 35 anos à frente do Viola, Minha Viola, e Abujamra apresentou o Provocações por quinze anos. A ideia da emissora é criar novos produtos com os mesmos conceitos do Viola, de música de raiz, e do Provocações, de entrevistas, com apresentadores e nomes diferentes.

Em julho, reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirmava que o ator Lima Duarte havia sido convidado e havia aceitado apresentar o Viola, Minha Viola. A TV Cultura, no entanto, nunca confirmou a informação oficialmente. Em comunicado, a emissora afirma que a Cultura, assim como o resto do país, enfrenta a crise e que precisou cortar gastos, demitindo 46 funcionários, dos quais faziam parte as equipes do Viola, Minha Viola e Provocações.

Protesto – Neste domingo, diversos artistas que já foram contratados da Cultura iniciaram um protesto nas redes sociais, intitulado “Eu quero a Cultura viva”. Em um vídeo de um minuto, eles citam os vários programas que chegaram ao fim ao longo dos últimos anos no canal, como Programa Novo, Entrelinhas, Cocoricó e Vitrine. “A melhor emissora pública do Brasil, minha, sua, nossa, de todos os brasileiros, está acabando e precisa de ajuda. Eu quero a TV Cultura Viva. E você?”, diz Luciano Amaral, ator que ficou conhecido ao participar das séries infantis O Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum nos anos 1990.

Os artistas convidam o público a assinar uma petição online, disponível no Avaaz. O texto do abaixo-assinado diz que a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de “desmonte e terceirização da programação”, enfraquecendo a produção de conteúdo próprio. Em comunicado, a emissora afirma que “respeita as opiniões”, mas nega que haja desmonte ou terceirização. “As ações de contenção não alteraram a programação da TV Cultura, que atualmente exibe uma grade diversificada e de qualidade. Atualmente, a emissora leva ao ar inúmeras atrações próprias, que são gravadas em seus estúdios”, diz o comunicado.

(Da redação)