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Spielberg diz que ‘Tintin’ tem melhor uso de 3D e ‘performance capture’

Por Da Redação - 14 dez 2011, 10h57

Antonio Martín Guirado.

Los Angeles (EUA), 14 dez (EFE).- Quase dois meses após a estreia mundial e pronto para arrasar no Natal, o filme ‘As aventuras de Tintin’ finalmente chega aos Estados Unidos, uma produção que, segundo afirmou Steven Spielberg à Agência Efe, oferece o melhor uso do 3D e a ‘performance capture’ feita até o momento.

O ‘E.T.’ do ‘rei Midas’ de Hollywood arrecadou mais de US$ 220 milhões e agora ‘As aventuras de Tintin’ tenta conquistar todos os públicos desde o dia 21 pela digitalização de interpretações de atores reais, o mesmo sistema usado em ‘Avatar’.

Exceto a proposta desenvolvida por James Cameron nesse filme, o de maior arrecadação na história do cinema, as produções filmadas com a técnica ‘performance capture’ (captura de imagem por computador) não tiveram de bons resultados de bilheteria, como foi o caso do recente ‘Marte precisa de mães’, produzido por Robert Zemeckis, amigo de Spielberg.

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O diretor de filmes como ‘Tubarão’ e ‘A Lista de Schindler’ considerou que a ‘performance capture’ é ‘a ferramenta perfeita’ para transmitir os quadrinhos do belga Hergé com a ajuda dos atores Daniel Craig, Jamie Bell e Andy Serkis.

‘É como se ele quisesse ver sua obra no cinema. Acho que é o melhor uso dessas tecnologias feito até agora. As pessoas entram totalmente na história’, manifestou Spielberg.

Após a boa aceitação da crítica e os resultados de bilheteria do filme na Europa e em outros países, Spielberg terá de convencer o público americano, apesar da pouca popularidade no país da obra de Hergé, com o célebre repórter belga e seu inseparável cachorro Milu.

O diretor assume o desafio com gosto, poucos dias antes da estreia de outro filme seu, o drama ‘Cavalo de guerra’.

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‘Minha carreira teve muitos desafios. Isso sempre acontece na hora de escolher o próximo projeto. Não posso afirmar que esse seja o maior risco que corri, mas sem dúvida ‘As aventuras de Tintin’ é minha paixão desde 1981′, admitiu.

Tudo começou com ‘Indiana Jones e os caçadores da arca perdida’, o primeiro filme da saga de Indiana Jones. Após a estreia na França, Spielberg leu uma crítica na qual se surpreendeu pelas comparações de sua obra com as aventuras de ‘Tintin’, um personagem do qual nunca tinha ouvido falar.

‘Eu o descobri e ele me conquistou. Consegui falar com Hergé em 1983, poucas semanas antes de sua morte, sobre a possibilidade de fazer o filme. Depois, sua viúva me convidou para ir a seu estúdio para avaliar o projeto. Tudo aquilo foi maravilhoso’, lembrou.

Anos depois, chega o resultado da conversa com Hergé na forma de um filme produzido pelo neozelandês Peter Jackson (‘O Senhor dos anéis’).

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Spielberg afirmou que uma pressão recai sobre ele, algo que confessou não conseguir evitar independentemente do filme produzido.

‘Sempre fico nervoso e ansioso a cada trabalho novo, independentemente do tamanho. É assim em cada reunião, por muitas razões’, concluiu. EFE

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