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Sinead O’Connor acusa família de abandono e ameaça suicídio

A cantora Sinead O’Connor pareceu não ficar feliz com a preocupação em torno de seu suposto sumiço, nesta segunda-feira. Ela foi vista andando de bicicleta às seis da manhã de domingo, no subúrbio de Chicago, e, como não voltava para casa, foi dada como desaparecida por um conhecido não identificado, que acionou a polícia para procurá-la. Policiais chegaram a falar em suicídio. Segundo fontes próximas à irlandesa ouvidas pelo canal americano NBC, no entanto, ela estava em um hotel. A mobilização para encontrá-la não deixou Sinead feliz. Em mensagem publicada mais tarde no Facebook, ela acusou a família de abandoná-la — por não compreender sua condição mental — e ameaça se matar.

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A cantora irlandesa afirma no texto, aparentemente dirigido aos parentes, que as mensagens com tom suicida postadas anteriormente por ela nas redes sociais não tinham o objetivo de manipular ninguém, que ela vem sendo acusada falsamente e mal compreendida. “A compreensão que vocês têm da minha saúde é medieval. Eu gostaria de levar todos vocês ao tribunal por estarem sempre me empurrando para a beira da morte. E por ficarem tão decepcionados quando falham nisso. Vocês têm me brutalizado a vida inteira. Assim como fizeram com a minha mãe. Vocês nunca se perguntaram se esse abuso a que me submetem custaria a meus filhos a mãe deles. E custou. Eu tive de fugir para os Estados Unidos para tentar viver. Deixei tudo e todos que eu conhecia para trás. Esse é o destino dos irlandeses com problemas mentais.”

Sinead prossegue batendo duro na família. “Adivinhem: eu não sou nem tenho sido o doente nesse quadro. VOCÊS É QUE SÃO. Eu fico feliz de não me ajustar à sua sociedade profundamente doentia. Me desculpem por desapontá-los por estar viva. Mas… continuem a me abandonar dessa forma medieval (seus doentes) e vocês nunca saberão. Seu desejo pode se tornar realidade.”

Histórico de instabilidade — Sinead, 49 anos, havia desaparecido no último domingo, em Chicago, depois que saiu de casa montada em uma bicicleta motorizada, e não foi mais vista, segundo informações do site americano TMZ. Pouco antes de sumir, a artista havia postado em seu Facebook uma mensagem endereçada ao seu filho mais velho Jake, de 28 anos. No texto, ela pede que o rapaz compareça a um tribunal para assumir a custódia do irmão, o que levantou a hipótese de que ela poderia ter cometido suicídio.

A cantora ficou conhecida por sua tendência a depressão, suas opiniões contundentes e militância em assuntos como abuso sexual e direito das mulheres. Em 1992, em uma de suas atitudes mais controversas, a irlandesa rasgou uma foto do Papa João Paulo II durante o programa americanoSaturday Night Live, em protesto contra os crimes sexuais de padres católicos contra menores de idade. O caso revoltou religiosos, que passaram a se posicionar contra a artista.

Em novembro do ano passado a cantora já havia usado seu Facebook para se expressar sobre a relação complicada que mantém com sua família. Na ocasião, ela postou que teria o “direito de morrer” e disse se sentir abandonada pelos filhos e familiares. Nas mensagens ela ainda dizia ter sofrido uma overdose. Ela foi encontrada alguns dias depois em um hotel em Dublin, na Irlanda. Após os textos, a rede social chegou a tirar a conta dela do ar por um período.

A irlandesa obteve fama mundial ao lançar seu primeiro disco, Lion and the Cobra, de 1987. Porém o grande hit da cantora veio apenas três anos mais tarde, no álbum I Do Not Want What I Haven’t Got. A canção Nothing Compares 2 U, que foi composta pelo americano Prince, também morto recentemente, e liderou o Billboard Hot 100 durante quatro semanas entre abril e maio de 1990, até ser destronada porVogue, de Madonna. Entre outros sucessos de sua carreira estão All Apologies e Mandinka.