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Roberto Santucci, o homem de ouro das comédias no Brasil

Recordista de público na chamada retomada do cinema nacional, o diretor das franquias ‘De Pernas pro Ar’ e ‘Até que a Sorte nos Separe’ se beneficia com o sucesso do estilo, mas avisa que não quer fazer só humor. ‘Precisamos de diversidade de gênero no nosso cinema’

Aos que torcem o nariz para a vasta produção de comédias no cinema brasileiro, uma notícia nada engraçada: o filão mais rentável entre os títulos nacionais continua firme, forte e abastecido para os próximos anos. E, com números tão robustos, por que seria diferente? O estilo é presença constante nos primeiros lugares do ranking de bilheteria desde 2003, quando Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes, fez 3,1 milhões de espectadores, seguido por Os Normais: O Filme, de José Alvarenga Jr., com 2,9 milhões. E, desde 2006, com Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, assumiu o topo da lista. Não à toa, é nas comédias brasileiras que a Paris Filmes, distribuidora de blockbusters como Jogos Vorazes e Divergente, tem a sua principal fonte de receita: 60% de sua renda vem de filmes como Cilada.com, de Alvarenga. Mas, para além de Alvarenga e dos também citados Arraes e Filho, há um nome que brilha como ouro nesse rico filão, acima de todos os outros: o do discreto carioca Roberto Santucci.

O diretor soma a obscena quantia de 22 milhões de ingressos vendidos nos últimos cinco anos, com renda total bruta de 300 milhões de reais. E os valores estão prestes a aumentar, já que ele acaba de entrar em cartaz com Qualquer Gato Vira-Lata 2 e em dezembro deve estrear Até que a Sorte nos Separe 3, a segunda continuação da sua franquia mais rentável. Foi o primeiro filme dessa série, com um público de 3,4 milhões de pagantes, que deu a Santucci a liderança entre os longas mais vistos de 2012, reprisando o posto conquistado um ano antes com De Pernas pro Ar, de 3,5 milhões de espectadores. Em 2013, ele foi substituído por André Pellenz e o filme Minha Mãe é uma Peça (4,6 milhões de ingressos), mas recuperou a posição sem dificuldades em 2014, com O Candidato Honesto (2,2 milhões de ingressos). O ano nem acabou, mas dificilmente alguém vai tirar de Santucci o tetracampeonato, já que outro longa assinado por ele, a comédia Loucas pra Casar, fez incríveis 3,7 milhões de espectadores e segue na liderança isolada entre os brasileiros mais vistos em 2015 – o segundo colocado, Superpai, de Pedro Amorim, contabiliza pouco mais de 430 000 pagantes.

A título de comparação, Daniel Filho, outro perito em vender ingressos, somou nos últimos catorze anos cerca de 18 milhões de espectadores. Alvarenga Jr. fez 11 milhões em dezesseis anos. Até o diretor do fenômeno Tropa de Elite, José Padilha, comeu poeira, com 14 milhões de espectadores em treze anos de produções nacionais. Não à toa, Santucci foi chamado pelo jornalista John Hopewell, da revista americana Variety, de “rei Midas” da bilheteria brasileira. Como diz o mito, tudo aquilo que Midas toca vira ouro. A comparação faz sentido.

Apesar da bonança, o cineasta de 48 anos surpreende ao dizer que a comédia não é uma escolha permanente em sua carreira. Na verdade, não foi sequer uma escolha: “Fiquei à mercê do mercado”.

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Questão de demanda – No início dos anos 1990, Santucci abandonou o curso de comunicação na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e se mudou para Los Angeles, onde fez um curso de extensão na Universidade da Califórnia (Ucla) e se formou em cinema pela Columbia College de Hollywood. Foi ainda nos Estados Unidos que começou a trabalhar com filmes, sempre atrás das câmeras: foi assistente de montagem nos dramas Código de Honra (1992), de Robert Mandel, com Brendan Fraser e Matt Damon no elenco, e Lendas da Paixão (1994), de Edward Zwick, estrelado por Brad Pitt. Fez alguns curtas próprios e, em 1996, rodou o seu primeiro longa-metragem, Olé – Um Movie Cabra da Peste, uma comédia nonsense nunca lançada em circuito comercial.

De volta ao Brasil no início dos anos 2000, Santucci iniciou seu caminho rumo ao reconhecimento com o thriller nacional Bellini e a Esfinge, de 2002, adaptação do livro de mesmo nome de Tony Bellotto, estrelada por Fábio Assunção e Malu Mader. Apesar de não se comparar ao sucesso que seriam as suas comédias, a produção fez cerca de 80 000 espectadores e venceu o prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, em 2001. “Bellini teve um lançamento independente, pago pelo próprio produtor. Foram umas vinte cópias lançadas na mesma época dos indicados do Oscar”, conta Santucci. “Acredito que, se ele estreasse como meus longas atuais, teria feito com facilidade 1 milhão de ingressos”.

Santucci logo sentiria as oscilações de orçamento em seus projetos. Enquanto Bellini e a Esfinge foi feito com cerca de 600 000 reais e distribuído em poucas salas, seus recentes longas cômicos possuem recursos robustos, de 5 a 6 milhões de reais, e chegam em média a 600 salas. A captação de recursos também flui bem – suas cinco primeiras comédias somam mais de 18 milhões de reais conquistados através de leis de incentivo. Mas não é maior que a de filmes de outros gêneros – até porque as comédias precisam menos desses recursos.

A guinada na carreira, de diretor de filmes ditos sérios para mestre das comédias, viria em 2008, com Alucinados, outro thriller, dirigido e também roteirizado por Santucci. O projeto, considerado por ele um dos mais pessoais, levou o prêmio popular de melhor filme no 1º Festival de Paulínia e foi bem recebido nos festivais de Los Angeles e de Madri, mas nunca lançado, por falta de distribuidor interessado.

Foi essa dificuldade de lançar Alucinados, que talvez chegue ao público este ano, enfim, pelo canal pago Telecine, que levou Santucci a considerar a ideia de fazer comédias. Enquanto buscava um distribuidor para o thriller, o diretor viu uma reportagem em um jornal sobre uma vendedora de produtos sexuais. “Pensei: ‘Este é o tipo de filme que eles (distribuidores) querem’. Fiquei um pouco chateado, mas com o passar do tempo sugeri o projeto a um amigo, antes que alguém o fizesse”, diz. O longa, inicialmente chamado de Sexo e Delícias, ganhou mais tarde o nome De Pernas pro Ar, e transformou Ingrid Guimarães, até então uma coadjuvante da Rede Globo, em estrela de cinema. “Ali tive a oportunidade de fazer um filme, pela primeira vez, com a estrutura correta. Com bons distribuidores, boa produtora, orçamento. Não tinha como dizer não”, conta.

A partir daí, Santucci viu o processo se inverter. Parou de correr atrás de produtoras, que começaram a procurá-lo para dirigir outras comédias. “Virou uma bola de neve”, conta. Em menos de cinco anos, o cineasta assinou oito longas de humor, colocou Leandro Hassum no posto de ator mais rentável do mercado, dirigiu Jerry Lewis e manteve uma agenda cheia.

No segundo semestre de 2015, Santucci roda Até que a Sorte nos Separe 3. Até lá, monta o longa O Herdeiro, com Rodrigo Sant’anna (Zorra Total), Carol Castro e Stepan Nercessian no elenco. “É sobre um suburbano de Madureira (Sant’anna) que herda uma luxuosa mansão na zona sul da cidade com direito a uma família da elite carioca”, conta o diretor. Em um futuro próximo, ele deve assinar o terceiro De Pernas pro Ar. “Existe uma vontade por parte dos distribuidores de me manter na franquia, pois em time que está ganhando não se mexe”, diz.

Nessa avalanche de projetos, Santucci lamenta não conseguir emplacar o que ele chama de “projeto próprio”. “Quero fazer um filme de ação, um drama, outro thriller. Em breve, vou apresentar um filme que não é uma comédia. É o que eu gostaria de fazer.”

‘Qualquer Gato Vira-Lata 2’

Sequência do filme de mesmo nome de 2011, dirigido por Tomas Portella e Daniela De Carlo, a comédia estrelada por Cléo Pires e Malvino Salvador, agora com Santucci na direção, viaja até Cancun, no México, onde Tati (Cléo) decide pedir a mão do namorado (Malvino) em casamento. O problema é que, pego de surpresa, ele pede para pensar, o que desencadeia uma grande crise no relacionamento. O longa chegou aos cinemas no dia 4 de junho de 2015. 

‘Loucas pra Casar’

Estrelado por Ingrid Guimarães, Tatá Werneck e Suzana Pires, o filme narra a história de Malu (Ingrid), uma mulher de 40 anos que acredita ter encontrado um marido em potencial (Márcio Garcia). O problema é que o namorado tem duas amantes, que também acreditam poder laçar o bonitão. A comédia lançada em janeiro vendeu mais de 3,7 milhões de ingressos e se mantém como a maior bilheteria nacional do ano. 

‘O Candidato Honesto’

João Ernesto (Leandro Hassum) é um político corrupto, candidato à presidência do Brasil. Durante a sua campanha, ele é “amaldiçoado” pela avó, que o impede de mentir. Dizendo apenas a verdade, em Brasília, Ernesto vê sua vida virar de cabeça para baixo. O longa que estreou pouco antes das eleições presidenciais, em outubro de 2014, levou mais de 2,2 milhões de pessoas aos cinemas. 

‘Odeio o Dia dos Namorados’

Uma publicitária mandona, vivida por Heloísa Périssé, é odiada no trabalho, não tem amigos e detesta o Dia dos Namorados. Tudo piora quando ela tem que criar uma campanha especialmente para a data e descobre que seu cliente é um ex-namorado (Daniel Boaventura). Em crise, ela é visitada pelo fantasma de um antigo amigo interpretado por Marcelo Saback. O filme de 2013 fez 458.000 espectadores. 

Franquia ‘De Pernas pro Ar’

Com Ingrid Guimarães, o filme De Pernas pro Ar, de 2010, narra a história de uma mulher que vive para o trabalho e entra em crise no casamento. Ao conhecer a dona de um sexshop, ela descobre um novo filão de negócios e também uma maneira de melhorar a vida sexual com o marido. O primeiro filme da série fez mais de 3,5 milhões de espectadores. Sua continuação, em 2012, somou 4,8 milhões em público. Um terceiro episódio está nos planos da produtora. 

Franquia ‘Até que a Sorte nos Separe’

Lançado em 2012, o primeiro filme da série cômica traz Leandro Hassum e Daniele Winits como um casal de gastões que torram 100 milhões de reais ganhos na loteria. No segundo filme, de 2013, o personagem de Hassum volta a viver na pobreza, quando descobre que ganhou novamente a quantia milionária, agora resultado de uma herança. O problema é que ele vai com a família para Las Vegas, onde gasta todo o dinheiro e acaba devendo para a máfia mexicana. Sucesso de público, os longas fizeram 3,4 milhões e 3,9 milhões de espectadores, respectivamente. Uma terceira continuação está prevista para 2015. 

‘Alucinados’

Com Tarcísio Filho e Mônica Martelli no elenco, Alucinados é um thriller psicológico sobre o sequestro de uma mulher rica do Rio de Janeiro por um grupo de jovens viciados. Apesar de ter feito sucesso com a crítica e levar o prêmio popular de melhor filme no 1º Festival de Paulínia, em 2008, o longa nunca foi lançado nos cinemas e deve chegar ao Telecine em 2015. 

‘Bellini e a Esfinge’

Adaptação do romance policial de Tony Bellotto, o filme meio noir conta a história do detetive Remo Bellini (Fábio Assunção), contratado por um médico para encontrar uma garota de programa (Malu Mader), trama que tem uma brusca virada após o assassinato do cliente.  O longa de suspense ganhou o prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, em 2001, e levou 80 000 espectadores às salas escuras. 

‘Olé – Um Movie Cabra da Peste’

Filmado em 1996, Olé é uma comédia nonsense, feita por Roberto Santucci com apenas 30 000 dólares em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde ele morou e estudou cinema. Na trama, um brasileiro vai à cidade americana em busca de sua irmã e cruza o caminho de personagens fora do comum. O longa não entrou em circuito. 

Fora da curva – Sair de uma reta conhecida para arriscar um novo caminho é um passo difícil e com pouca garantia de sucesso. Mas o cineasta parece determinado. “Já sabemos que o Santucci sabe fazer comédia. Agora, a grande pergunta é qual outro filme o Santucci sabe fazer?”, pergunta o próprio. “Mas esta é uma aposta que tem que partir de mim, porque ninguém quer apostar, só querem que eu repita o que eu já faço.”

Santucci reconhece que hoje a comédia mantém o cinema nacional vivo, dá a ele popularidade e dinheiro. “Mas precisamos de diversidade de gêneros. Faltam dramas e romances e quero participar dessa mudança também”, diz, lembrando a falta de títulos nacionais em festivais internacionais e no Oscar. “Essa ausência não faz bem para nosso cinema e comédia não concorre em festival. Um distribuidor precisa ter o filme que traz renda, mas também deve apostar em produções de risco. Um paga pelo outro.”

Os planos de renovação são diversos. Santucci tem um roteiro de terror em desenvolvimento, sonha com um thriller policial e, em breve, inicia um projeto em torno de um personagem real, uma adaptação de Mussum Forévis – Samba, Mé e Trapalhões (Leya), de Juliano Barreto. “Considero a cinebiografia do Mussum um passo à frente do que faço hoje. A história dele é riquíssima. Terá muito humor, drama e samba”, conta. “As novas gerações enxergam no Mussum apenas um negrão engraçado, mas ele era muito mais do que isso. Ele era um ótimo sambista, um compositor, participou de grandes festivais e acompanhou Elis Regina. Ninguém lembra que o Mussum foi lançado na TV por Chico Anysio e que serviu o Exército. Será divertido mostrar um lado dele que poucos conhecem.”

Enquanto tenta levar uma produtora a aceitar seu projeto pessoal, Santucci constrói seu nome entre parceiros de bastidores e ganha a fama de boa praça. Os roteiristas Paulo Cursino (A Grande Família) e Marcelo Saback (Loucas pra Casar) o seguem de olhos fechados. O mesmo acontece com Ingrid e Hassum, atores que passaram a ser amigos pessoais de Santucci e que já afirmaram em coletivas que apostam sem medo em filmes dirigidos por ele. É a estes parceiros, aliás, que o cineasta devota a boa fase. “A diferença é que antes eu fazia tudo sozinho. Tive a sorte de trabalhar com muita gente boa e corajosa. E este é o segredo do meu sucesso.”

‘Tropa de Elite 2’

Sequência de Tropa de Elite, que causou furor em 2007, o longa estrelado por Wagner Moura e dirigido por José Padilha foi lançado em outubro de 2010 com um grande esquema de segurança para evitar vazamento e pirataria e arrastou mais de 11,1 milhões de espectadores aos cinemas. A produção policial se tornou não só a líder em bilheteria entre os longas da retomada, mas também derrubou do topo do ranking geral do cinema brasileiro o clássico Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, que teve 10,7 milhões de ingressos vendidos. 

‘Se Eu Fosse Você 2’

Dirigido por Daniel Filho, o filme cômico é continuação de Se Eu Fosse Você (2006), outro sucesso de público. Na trama, o casal Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) trocam pela segunda vez de corpos durante uma crise no casamento. A produção fez 6,1 milhões de espectadores em 2009. 

‘2 Filhos de Francisco: a História de Zezé Di Camargo e Luciano’

A cinebiografia dirigida por Breno Silveira acompanha a trajetória da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, do começo difícil, em meio à pobreza da zona rural de Goiás, até o estrelato. A produção foi lançada em agosto de 2005 e levou 5,3 milhões de espectadores aos cinemas. 

‘De Pernas pro Ar 2’

Assim como no primeiro filme da franquia, de 2010, Alice (Ingrid Guimarães) quase perde o marido por ser viciada em trabalho. Na trama, ela passa um tempo em uma clínica para tratar do estresse. Depois, a empresária leva a família a Nova York com o pretexto de tirar férias, mas na verdade tem reuniões do trabalho marcadas na cidade americana. Dirigida por Roberto Santucci, a comédia da produtora carioca Morena Filmes foi lançada em dezembro de 2012 e fez 4,8 milhões em público. 

‘Carandiru’

Dirigido por Hector Babenco, o filme de 2003 é baseado no livro Estação Carandiru, do médico Drauzio Varella, no qual ele conta as suas experiências como médico do antigo presídio paulista, nos anos 1980. O roteiro vai até o massacre ocorrido em 1992. O drama vendeu mais 4,6 milhões de ingressos. 

‘Minha Mãe É uma Peça’

Lançada em junho de 2013, a comédia Minha Mãe É uma Peça, dirigida por André Pellenz, conquistou 4,6 milhões de espectadores ao mostrar a rotina de Dona Hermínia, uma mãe dedicada, interpretada pelo humorista Paulo Gustavo. Hiperativa e sem filtros, a personagem é inspirada na mãe do ator, que primeiro a levou para os palcos de teatro, em um espetáculo bem-sucedido em bilheteria.  

‘Nosso Lar’

O drama espírita, baseado no livro de mesmo nome de Chico Xavier, acompanha a trajetória pós-morte de André Luiz (Renato Prieto), que passa pelo purgatório e depois vai à cidade sobrenatural de Nosso Lar.  Dirigido por Wagner de Assis, a produção foi lançada em setembro de 2010 e levou 4 milhões de espectadores aos cinemas. 

‘Até que a Sorte nos Separe 2’

Dirigido por Roberto Santucci, o filme narra a nova aventura financeira de Tino (Leandro Hassum), que no primeiro longa ganha 100 milhões de reais na loteria e torra tudo em futilidades. Na sequência, o personagem, que está pobre, ganha uma nova bolada oriunda de uma herança. Ele vai com a família para Las Vegas onde, novamente, gasta tudo, e, pior, fica devendo para a máfia mexicana. O longa lançado em dezembro de 2013 fez 3,9 milhões de espectadores. 

‘Se Eu Fosse Você’

O primeiro filme da série estrelada por Tony Ramos e Glória Pires mostra a primeira vez em que o casal passa por uma mudança de corpos, culpa de um alinhamento raro entre os planetas. A comédia de Daniel Filho foi lançada em janeiro de 2006 e fez 3,6 milhões de espectadores. 

‘De Pernas pro Ar’

Com Ingrid Guimarães, o filme, lançado em dezembro de 2010, narra a história de uma mulher que vive para o trabalho e entra em crise no casamento. Ao conhecer a dona de um sexshop, ela descobre um novo filão de negócios e também uma maneira de melhorar a sua vida sexual. A produção dirigida por  Roberto Santucci fez 3,5 milhões de pagantes.