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Presidente de Instituto Modigliani é preso acusado de falsificação

Christian Parisot cumpre prisão domiciliar por ter falsificado e vendido obras do pintor italiano

Depois de uma investigação de mais de dois anos, nesta quarta-feira foi decretada a prisão domiciliar do presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, Christian Parisot, e do marchand Matteo Vignapiano. Os dois são acusados de falsificar e vender obras do pintor italiano. Outras sete pessoas foram denunciadas.

Também foram apreendidos, na Itália e na Suíça, 41 desenhos, treze gravuras, quatro esculturas em bronze e uma pintura a óleo creditados a Modigliani (1884-1920), mas que têm a autenticidade questionada. O valor total das obras apreendidas ultrapassa 6,6 milhões de euros, segundo o jornal Corriere della Sera.

Os acusados conseguiram repassar ao mercado de arte obras de arte falsificadas, depois de emitir certificados de autenticidade fraudulentos. Parisot, de 55 anos, era confidente e colaborador de Jeanne Modigliani, filha do mestre italiano, que morreu em 1984.

A investigação começou em 2010, nos corredores do museu Arqueológico Nacional, em Palestrina, perto de Roma. Com base em relatórios, a polícia filmou as obras em exibição na exposição “Modigliani: do classicismo ao cubismo”, organizada pela instituição presidida por Parisot. Depois de avaliar a autenticidade das obras, foi concluído que 22 eram falsas.

Parisot foi curador da mostra itinerante Modigliani – Imagens de uma Vida, que fez temporada no Masp este ano. Destaque da mostra, o quadro Grande Figura Nua Deitada – Celine Howard, teve a autenticidade contestada em 2009, quando foi exposto em Bonn, na Alemanha: análises revelaram um pigmento não usado em pinturas do mesmo período. Os realizadores da exposição no Brasil e instituto presidido por Parisot afirmaram que o quadro possui todos os documentos que confirmam sua autoria – inclusive estudos com aparelho de raios X.