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‘Podem nos chamar de boyband’, diz vocalista do The Vamps

Em entrevista ao site de VEJA, banda, que se apresenta neste sábado em São Paulo, menospreza as comparações com outros grupos do pop

Os britânicos do The Vamps despontaram para o sucesso como muitos da nova geração pop: pela internet. O quarteto, formado por Bradley Simpson (vocais e guitarra), James McVey (guitarra), Connor Ball (baixo) e Tristan Evans (bateria), postou uma série de covers, em agosto de 2012, em seu canal no YouTube. Em pouco tempo, os vídeos – que traziam versões de One Direction e Taylor Swift, por exemplo – já somavam milhares de visualizações. Como resultado, três meses depois, eles assinaram um contrato com a gravadora Mercury Records.

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Em abril de 2014, a banda colocou nas lojas o primeiro disco, Meet the Vamps, que trouxe o hit Can We Dance – o primeiro sucesso dos ingleses. Como é de praxe, antes de dominarem os palcos sozinhos, abriram shows para grandes nomes do pop, como McFly, Selena Gomez, Taylor Swift e The Wanted.

No final do ano passado, a banda lançou o segundo disco de estúdio, Wake Up, trabalho que vai pautar, neste sábado, a apresentação do grupo no Tom Brasil, em São Paulo, às 19h. Ao site de VEJA, Simpson e McVey falam sobre a meteórica ascensão, compartilham as expectativas para o primeiro show no país, e minimizam o rótulo de boyband: “Podem nos chamar como quiserem”, disse o vocalista.

A banda conquistou a fama com vídeos no YouTube. Outros nomes, como Justin Bieber e Shaw Mendes, também começaram assim. Porém, o site é repleto de muitos artistas amadores fazendo cover. O que fez o The Vamps se destacar entre eles?

Simpson: O que faz um grupo se destacar no YouTube é a originalidade. O que fizemos foi pegar canções populares, que as pessoas queriam ouvir ou que estavam fazendo sucesso, e acrescentamos a nossa marca, um ritmo novo. Então, quem ouve nossa versão e gosta fica ansioso para a próxima. Nós fizemos, por exemplo, um cover acústico e lento de 22 (de Taylor Swift), que é um pop eletrônico. Era algo que as pessoas não tinham ouvido.

Vocês são constantemente comparados com outras bandas. Como lidam com isso?

McVey: Nós fomos comparados até com o The White Stripes, algo que nunca imaginamos (risos). Como, no início, não tínhamos nenhuma música própria, apenas fazíamos covers, então as pessoas naturalmente comparavam nossa banda com outras. Mesmo com nossa própria música, as comparações ficaram. Mas eu acho isso legal. Nós ficamos felizes se as pessoas continuam ouvindo nossa música, mesmo que haja a comparação. Para nós, é positivo, pois significa que estão prestando atenção no nosso trabalho. Não estamos sendo ignorados.

Vários lugares pela internet definem o The Vamps como uma boyband, um termo que normalmente é aplicado para bandas vocais. Mas todos vocês tocam um instrumento. Se consideram uma boyband?

Simpson: Não colocamos rótulos, apenas fazemos nossa música e o que é natural para nós. Acontece que crescemos tocando instrumentos. Então ser chamado de boyband não é uma coisa ruim, pois deriva do estilo que temos. Podem nos chamar como quiserem, podem nos chamar de boyband, não nos importamos muito com isso.


O The Vamps fez recentemente dois shows esgotados na O2 Arena (tradicional casa de espetáculos em Londres, no Reino Unido). Porém, antes disso, vocês já fizeram turnês como banda de apoio de vários artistas. O que essas experiências como atração secundária ensinaram para vocês agora que estão sob os holofotes principais?

McVey: Com a Taylor Swift, por exemplo, eu comprei a mesma guitarra que o guitarrista dela usa porque eu achei que ela soava muito bem. Com o McFly nós aprendemos muito sobre presença e energia de palco. Tiramos alguma coisa diferente de cada experiência e turnê que participamos. Foi um processo de amadurecimento.

Essa é a primeira vez de vocês na América do Sul. Depois de Peru, Chile, Argentina e Uruguai chegou a hora do show do Brasil. O que esperam e o que os fãs podem esperar do show?

Simpson: Nós estamos esperando muitas pessoas doidas, porque todos os fãs que encontramos até agora têm nos apoiado muito e sido muito energéticos – o que é algo que nós amamos. E eles podem esperar uma reciprocidade no palco: muita energia, suor e um show bem interativo.

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Vocês já colaboraram com artistas como Demi Lovato, Shawn Mendes e Omi. Tem alguma outra parceria pela frente?

Simpson: Adoraríamos, mas ainda não há nada planejado. Cada parceria tem sido única: com a Demi foi muito diferente do que com o Shawn Mendes. E com o Omi também, foi outra experiência completamente distinta. Queremos variar ao máximo. Se a próxima parceria for com um DJ será muito bom.

Quais suas maiores inspirações musicais?

Simpson: No começo, a primeira banda que eu e o James gostamos foi o The Kooks. Era a grande referência para nosso som. Também gostamos de fazer coisas mais acústicas. Por isso ouvimos muito Mumford and Sons e Bruno Mars.

Algum plano para um terceiro álbum?

Simpson: Nós já começamos a trabalhar nele. Mas temos alguns meses pela frente. Acabamos de passar duas semanas em Los Angeles trabalhando com alguns compositores e produtores, depois vamos para a Suécia e Londres, onde temos compromissos agendados. Enquanto isso, vamos produzindo nosso próximo trabalho.

Vocês têm entre 20 e 22 anos. Como é experimentar a fama na juventude? Especialmente em um período da vida que as pessoas prezam por autonomia.

McVey: Exitem partes muito boas, por exemplo, nós viajamos mais que a maioria dos nossos amigos. Existem os pontos negativos também. Somos obrigados a passar pouco tempo com as nossas famílias. Mas temos vivido muitas experiências únicas e aprendendo muito mais do que se não tivéssemos a banda. No final, o saldo é positivo, estamos em uma grande aventura.