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Oliver Stone fala sobre sexo, drogas e depressão em entrevista

Los Angeles (EUA), 13 jun (EFE).- O cineasta Oliver Stone falou sobre sua apreciação pela maconha, o LSD e o ecstasy, e sua renúncia ao Prozac para combater períodos depressivos em entrevista publicada nesta quarta-feira pela revista ‘The Hollywood Reporter’, na qual afirmou também que perdeu a virgindade com uma prostituta.

Stone, de 65 anos, está promovendo seu próximo filme ‘Selvagens’, um thriller sobre o tráfico de drogas entre México e Estados Unidos que estreia nos Estados Unidos no dia 6 de julho e é estrelado por Salma Hayek, Benicio del Toro, Demián Bichir e John Travolta, entre outros.

Ganhador de dois prêmios Oscar de direção por ‘Platoon’ (1986) e ‘Nascido em 4 de Julho’ (1989), o diretor se declarou ‘muito ajuizado’ na fase atual de sua vida após ‘muitos anos’ em que esteve ‘louco’.

‘Houve muita loucura em minha vida, e ainda há, mas ela se liberta através do trabalho’, comentou Stone, que revelou ter sido usuário de remédios contra a depressão durante muito tempo.

‘Não sou mais de Prozac, já tomei muito disso. Sinto que tenho que confrontar (a depressão) de forma espiritual’, explicou o diretor, que também experimentou outras drogas.

‘Acredito no efeito do LSD, da mescalina, dos cogumelos e da ayahuasca. O ecstasy é genial também’, disse Stone, que afirmou ser usuário de maconha.

‘Usei durante toda a minha vida, mas posso ficar sem ela durante semanas, não sou um viciado, mas gosto. Também gosto de álcool. Não quero saber nada de cocaína’, afirmou.

Oliver Stone negou que tenha tido uma relação incestuosa com sua mãe, como sugere sua obra autobiográfica ‘A Child’s Night Dream’, embora tenha assumido que o fato de seus pais serem desinibidos o marcou.

Seu pai, Louis, recorria de vez em quando a prostitutas para satisfazer seus impulsos sexuais, e Oliver perdeu a virgindade com uma delas.

‘Não me envergonho disso, foi genial. Uma experiência maravilhosa e excitante. Era impossível (fazer sexo) na época. Os meninos que eu conhecia na escola tinham que recorrer a uma profissional. Não era possível com as mulheres da nossa geração’, apontou Stone.

O diretor se mostrou compreensivo com a decisão de seu filho mais velho, Sean, de 27 anos, de se converter ao islamismo, e lembrou que nessa idade também fez ‘muitas loucuras’.

Sobre Charlie Sheen, um dos atores mais recorrentes em seus filmes, se limitou a dizer que o ator ‘ficou selvagem’, e culpou ‘a fama’ por levá-lo a essa situação.

‘É um dos atores mais ricos do mundo. Ele queria dinheiro, amava o dinheiro. Pode ser que seja mais parecido com o garoto de ‘Wall Street’ (filme de Stone que Sheen protagonizou) do que pensávamos’, comentou.

Sobre a campanha presidencial americana, Stone elogiou a ‘decência’ e a ‘honra’ de Ron Paul, classificou o republicano Mitt Romney como ‘idiota’ e, embora tenha destacado que Barack Obama ‘não cumpriu certas promessas’, disse que o presidente dos EUA ‘está fazendo o melhor que pode’. EFE