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‘Obra’ da velhinha de Borja repercute em 160 países

Por Da Redação - 24 ago 2012, 18h27

Nem Salvador Dalí, um marqueteiro assumido, conseguiu tamanha repercussão. Em questão de dias, mais de 160 países noticiaram a desastrada restauração do afresco Ecce Homo pela octogenária espanhola Cecília Gimenez. Cheia de boa vontade, ela destruiu a pintura feita no século XIX pelo artista Elías García Martínez em uma das paredes do Santuário da Misericórdia de Borja. Inicialmente noticiada de maneira discreta no blog do Centro de Estudos Borjanos, no dia 7 de agosto, a derrapada da vovó espanhola chegou nesta semana às primeiras páginas dos principais jornais do mundo e se tornou um dos assuntos mais comentados — ‘trending topics’ — da história do Twitter.

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A repercussão foi tanta que Cecília Giménez ganhou uma série de fãs e, até, uma petição online que pede a preservação da sua “versão” de Ecce Homo. Além da série de brincadeiras, outro fato surpreendeu o presidente do Centro de Estudos Borjanos, Miguel Gracia: a visibilidade do assunto. Gracia, que teve sua caixa de e-mail bloqueada pelo excesso de mensagens recebidas, já foi consultado por algumas universidades e por uma agência de publicidade para analisar este fenômeno “sem comparação na atualidade”, como o próprio definiu.

“Há três dias sem dormir”, já que os pedidos de entrevista chegam de jornalistas de diversos países sem preocupação com fuso horário, Gracia diz que o blog do Centro de Estudos Borjanos, que em seus melhores momentos registra uma média de 500 visitas por dia, teve uma audiência de 45.000 no último 21 de agosto. Foi o dia em que o jornal Heraldo de Aragón reproduziu a notícia, “de forma eventual”, em meio a uma reportagem em Borja, e provocou o estouro global.

Segundo o blog do Centro de Estudos Borjanos, a partir daí a desastrosa restauração da idosa de 81 anos começou a circular no mundo inteiro através das redes socais e, pouco depois, atraiu a atenção da imprensa internacional.

Além da repercussão do tema, Gracia também faz questão de exaltar seu cuidado em relação ao futuro da obra destruída pela idosa, que tentou repará-la de boa fé. Apesar de evitar falar sobre assunto, o presidente do Centro de Estudos Borjanos afirmou que aguarda o relatório dos restauradores especialistas, que avaliarão o afresco na próxima semana, e também a decisão da Prefeitura de Borja, que decidirá o futuro da pintura. “Será necessário avaliar as consequências de todo esse eco midiático que, em nossa opinião, se aprofundou excessivamente em aspectos pessoais sem se preocupar com as consequências que, inevitavelmente, atingem as pessoas envolvidas”, conclui.

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(Com agência EFE)

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