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No Carnaval de SP, camisetas pretas e punk rock

É Carnaval, mas esqueça as roupas coloridas, as fantasias divertidas e as flores na cabeça. Em Pinheiros, bairro da Zona Oeste de São Paulo, o Bloco 77 – Originais do Punk reuniu na tarde deste domingo cerca de 1.500 pessoas, segundo estimativa da CET, com camisetas pretas, algumas com estampas de bandas de rock, coturnos e cabelos no estilo moicano.

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Anderson Boscari, um dos criadores, contou que a ideia para o bloco foi simples: misturar marchinhas de Carnaval com punk rock. Ele e os amigos só não sabiam que a brincadeira fosse dar tão certo e atrair muitos outros amantes dessa mistura. Como o técnico de basquete Guilherme Junqueira, que gostou tanto do som no ano passado que decidiu voltar este ano. “É um bloco diferente, que faz adaptações muito legais das músicas. Neste ano, só pretendo ir nesse bloco, mesmo”, disse.

O grupo é formado por instrumentistas de percussão, que dão o tom do samba, um violonista e três puxadores/vocalistas, responsáveis por entoar canções como Cabeleira do Zezé adaptadas — “Olha o moicano do Zezé / será que ele é, será que ele é/ punk” –, além de músicas como A Turma, da banda Ratos de Porão. “Gostamos do Carnaval de rua, achamos que tem tudo a ver com o punk, por pregar a liberdade”, diz Anderson.