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MP vai atrás de suspeitos de racismo contra jornalista Maju

Investigação para identificar os infratores começou nesta quinta-feira

O Ministério Público de São Paulo realizou na manhã desta quinta-feira uma operação, junto com a polícia militar, para identificar os autores das ofensas racistas contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, em julho deste ano. Na ocasião, a integrante do Jornal Nacional foi alvo de comentários preconceituosos nas redes sociais, o que movimentou outros usuários em favor da jornalista com a hashtag #somostosomaju.

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Um dos investigados, Kaíque Batista, de 21 anos, teve o computador apreendido em sua casa, na Zona Norte de São Paulo, e prestou depoimento. Em entrevista ao Jornal Hoje desta quinta-feira, ele negou a culpa, disse que sabia a identidade dos infratores e que iria denunciá-los. Segundo a emissora, a Justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito Estados.

Em Fortaleza também foram apreendidos quatro celulares e um notebook na casa de um suspeito, que se negou a prestar depoimento. O acusado ainda apagou seus perfis nas redes sociais. No interior de São Paulo, em Sorocaba, outro homem foi detido após os policiais encontrarem mensagens de cunho racista em seu celular. Em Goiás, na cidade de Rio Verde, os investigadores locais descobriram que algumas das ofensas partiram de um computador de um garoto menor de idade, de 16 anos. Se culpados, os infratores podem pegar até três anos de cadeia pelo crime de racismo.