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Mãe do modelo Daniel acusa a Globo de racismo

Para Maria Aparecida Echaniz, todo BBB tem movimento sob o edredon e nunca ninguém foi expulso. Agente do modelo coloca a culpa em Monique: "Ela estava dando mole para ele e agora não quer admitir que fez sexo na casa"

A expulsão do modelo Daniel Echaniz do Big Brother Brasil 12, sob a suspeita de ter abusado de Monique, sua colega de confinamento, após uma bebedeira na primeira festa, começa a ganhar contornos de batalha judicial. Embora a direção da TV Globo tenha tomado o cuidado de evitar a palavra “estupro” – justificou a expulsão por comportamento inadequado às regras do programa -, a mãe do modelo, Maria Aparecida Echaniz, considerou injusta a exclusão e atribuiu o desfecho do caso a racismo.

“Movimentação debaixo de edredom sempre aconteceu, em todos os BBBs. Por que só ele foi expulso desta vez?”, questionou Maria Aparecida. “Ele é negro, então começa a formar o quebra-cabeça, não tem muito o que explicar: isso é discriminação. Se ele foi expulso pelo que aconteceu debaixo do edredom, então os dois deveriam ter sido excluídos, porque ele não fez nada sozinho.”

Maria Aparecida diz que ainda não conversou com o filho e que ninguém da Rede Globo ou da direção do BBB a procurou para dar explicações. “Talvez não queiram me abalar, não sabem como vou receber a notícia, mas o fato é que já estou informada, pela TV e pela imprensa, que começou a me ligar”, afirmou.

Embora ainda não tenha tomado decisões sobre o que fazer, ela não descarta uma ação na Justiça. “Não vou tomar nenhuma decisão agora, vou esperar a cabeça acalmar, descansar, porque não durmo desde ontem”, explicou. “Depois é preciso pensar no que fazer, porque nada nesse mundo é de graça.” Maria Aparecida diz ter certeza de que o filho não estuprou Monique. “Ele é alegre, nunca deu trabalho na vida, sempre foi estudioso e verdadeiro, nunca falou de ninguém pelas costas”, afirma. “Não é por ser meu filho, não, mas ele é uma pessoa muito correta.”

Daniel Echaniz, após a eliminação, foi encaminhado para um hotel, onde está à disposição do delegado que investiga a suspeita de estupro. A mãe diz que ele também prestaria depoimento, mas não sabe dizer se já foi ouvido. Maria Aparecida diz estar assustada com a proporção que o caso tomou. “Eu e meus outros filhos estamos mal, não tenho nem dormido direito”, afirmou. “Imagino que a mãe da Monique esteja passando pela mesma coisa, ninguém gosta de ter um filho exposto dessa forma.”

“Deu mole” – Quem também saiu em defesa de Daniel na tarde desta terça foi seu agente, Sérgio Mattos. Dono da agência 40 Graus e conhecido como um dos maiores caça-talentos do Rio, ele não acredita em estupro e diz que Daniel “é do bem”. “Ele sempre foi um ótimo profissional, fez bons trabalhos com o Mario Testino, fotografou com Isabeli Fontana, Raica… Todo mundo elogia ele, nunca teve nenhum problema de comportamento”, explica. “Ele estava bem na carreira internacional, morava em Milão, mas voltou ao Brasil para morar em São Paulo e estudar teatro.”

Para explicar as cenas sob o edredom, Mattos colocou a culpa em Monique. “A menina estava dando mole para ele”, afirmou. “O problema é que ela não tem coragem de assumir que fez sexo dentro da casa.” Mattos já havia sido execrado no Twitter, ainda no domingo, por lançar opiniões semelhantes para defender seu cliente em um tuíte em que perguntava: “Monique geme dormindo?”. Hoje, ele tentou justificar o tuíte. “Escrevi o que vi no vídeo: ela mexe o braço e geme”, afirmou.