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Julian Assange ganhará programa de entrevistas na televisão russa

Moscou, 25 jan (EFE).- O fundador da portal WikiLeaks, Julian Assange, entrevistará políticos e personalidades de todo o mundo em um ciclo de programas que prepara a rede de televisão ‘Russia Today’, anunciou nesta quarta-feira a imprensa russa.

‘Preparamos um ciclo de dez programas, com duração de 26 minutos cada um, em formato de entrevista. Assange, autor da ideia, entrevistará políticos e revolucionários, todos aqueles que, em sua opinião, vão ditar a ordem no futuro’, assinala um comunicado emitido pela cadeia.

As gravações do programa serão realizadas no leste da Grã-Bretanha, na mansão onde Assange cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2010. O fundador do WikiLeaks, que é acusado de quatro supostos crimes sexuais na Suécia, ainda aguarda uma solução da Justiça britânica.

A gravação do projeto começa já nesta semana, dias antes que a Corte Suprema do Reino Unido inicie a audiência do recurso apresentado pelo jornalista australiano contra uma sentença que autoriza sua extradição ao país escandinavo, prevista para o próximo 1º de fevereiro.

‘As revoltas e revoluções no Oriente Médio inauguraram uma era de mudanças políticas reais que acontecem diante de nossos olhos. O WikiLeaks sempre esteve à frente dos problemas globais, e este ciclo deve se transformar em um catalisador do debate mundial sobre como será o mundo no futuro’, explicou Assange.

Assange, que se transformou em um dos ativistas mais perseguidos por Washington e por Estocolmo depois de sua organização revelar milhões de documentos diplomáticos secretos, se pergunta ‘como escolher o caminho correto para o futuro’.

‘Nesta série (de programas) irei debater como será nosso futuro com as pessoas das que este depende’, manifestou o polêmico jornalista.

A WikiLeaks revelou durante meses milhares de arquivos secretos das embaixadas dos EUA, os quais foram publicados em vários jornais. O fato acabou gerando um incomodo nas autoridades americanas e também de muitos outros que se viam comprometidos pelo conteúdo dos documentos.

Após a divulgação dos documentos confidenciais, a Procuradoria sueca, por sua vez, passou a acusar o fundador do WikiLeaks por três supostos crimes de agressão sexual e um de estupro. Segundo a denúncia de duas mulheres, os fatos teriam ocorrido em agosto de 2010. EFE