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IMPERDÍVEL: ‘Macunaíma’ ganha edição que vale a revisita

Clássico de Mario de Andrade retorna em livro com capa e intervenções em pop-up artesanais

Por Da redação - 31 dez 2016, 07h13

(Ateliê, 172 páginas, 290 reais) Se há uma editora que se esmera em ser, se não uma substituta, ao menos uma honrada discípula do fabuloso legado da Cosac Naify, é a paulista Ateliê. A versão quase artesanal de Macunaíma, o clássico de Mario de Andrade, que sai agora, é uma comprovação disso. Entre as páginas do romance sobre o herói sem caráter que representaria como ninguém o povo brasileiro, o leitor encontra, como espécies de pop-ups, ilustrações do designer Gustavo Piqueira que podem ser desdobradas e dialogar com o texto. Piqueira, da Casa Rex, onde foi feito de forma manual o processo de colagem, assina todo o projeto gráfico do livro, de edição limitadíssima — são apenas 300 exemplares, numerados. O designer também assina um posfácio em que revê a produção gráfica em torno de Macunaíma, de Carybé aos quadrinhos de Angelo Abu e Dan X e analisa o olhar estrangeiro sobre o livro — e o Brasil. “As capas das edições estrangeiras trazem com frequência uma imagem que fala muito mais de um Brasil primitivo do que especificamente da obra de Mário de Andrade”, anota. O volume encerra com um breve texto ensaístico de José de Paula Ramos, doutor em Literatura Brasileira pela USP e coordenador da Coleção Clássicos Ateliê, sobre a origem e a sobrevida do clássico.

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