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Harlan Coben: o autor de mistérios que conquistou os insones

Com mais de 70 milhões de livros vendidos no mundo, o americano expande seu domínio com o sucesso de séries criminais baseadas em suas obras

Por Eduardo F. Filho - Atualizado em 22 mar 2020, 15h08 - Publicado em 20 mar 2020, 06h00

Nada dá mais prazer a Harlan Coben que detectar olheiras profundas em seus leitores — entre os quais se inclui o ex-­presidente americano Bill Clinton. “Eu adoro quando as pessoas falam que sentem uma ‘raiva boa’ de mim. Elas se deitam na cama por volta da meia-noite, pegam um dos meus livros pensando que só vão ler um pouco antes de dormir — e, quando se dão conta, são 6 da manhã”, gabou-se Coben em entrevista a VEJA. Ostentar com orgulho o epíteto de “escritor das madrugadas”, como é conhecido nos Estados Unidos, não é só vaidade fortuita nesse caso: com trinta obras no currículo, Coben já vendeu 75 milhões de livros em 43 idiomas — 1,6 milhão deles apenas no Brasil.

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Coben cimentou de vez sua fama mundial graças a seu bem-sucedido trabalho como roteirista e produtor de séries. Desde 2018, quando criou o thriller Safe, é parceiro da Netflix. Atualmente, faz sucesso com Não Fale com Estranhos. Inspirada no livro homônimo de Coben, a série trata de famílias que levam sua vida perfeitinha em um vilarejo inglês até uma forasteira surgir para revelar segredos perturbadores sobre os moradores. “Eu gosto de explorar a dimensão da família em meus livros. Aquele espaço grande entre o ‘não mato ninguém, mas mato se os meus filhos estiverem em perigo’. É entre este sim e não que se encontram minhas histórias”, diz. Ainda em 2020, mais dois projetos policiais do escritor chegam ao streaming. As histórias de Coben exploram com eficácia uma receita de bolo curiosa: exibem a forma de suspenses criminais intrincados e sofisticados, mas, no fundo, são mesmo é novelões folhetinescos. Em Não Fale com Estranhos, o espectador vai sendo cevado por uma teia cada vez mais enrolada de mistérios — até deparar com um final clichê que cheira a melodrama de Gilberto Braga.

Do alto de seu 1,93 metro, o grandalhão Coben sonhava em ser jogador de basquete. Ele cursava ciência política quando descobriu o gosto pela literatura sobre crime. Na universidade, aliás, frequentava a mesma fraternidade estudantil que outro campeão dos best-sellers de suspense, Dan Brown (de O Código Da Vinci), de quem é amigo até hoje. Aos 58 anos, Coben divide seu tempo entre a criação de quatro filhos — e a de seus muitos livros, é claro. “Começo a trama pelo final e vou desenrolando o novelo”, diz, referindo-se a seu peculiar processo de produção.

Publicado em VEJA de 25 de março de 2020, edição nº 2679

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