Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Florinda proíbe visita a túmulo de Roberto Bolaños

A viúva do intérprete de Chaves instalou câmeras no cemitério e deu ordens aos seguranças para manter longe os visitantes

Dona Florinda (Florinda Meza) e Chaves (Roberto Bolaños)

Dona Florinda (Florinda Meza) e Chaves (Roberto Bolaños) (VEJA)

A atriz Florinda Meza proibiu o acesso de qualquer pessoa ao túmulo do comediante Roberto Bolaños, criador da série Chaves, morto em novembro. A viúva deu ordens aos seguranças do cemitério Panteón Francés, na Cidade do México, para que impeçam a aproximação de visitantes, e até instalou câmeras de segurança para monitorar o local. As informações são do jornal mexicano El Universal.

Segundo a publicação, fãs e crianças de diversos países tentam prestar sua homenagem ao humorista, com cartas e presentes, porém, eles são barrados e deixam os objetos com os seguranças, que depois os entregam à Florinda. Os funcionários do cemitério ressaltam que até a entrega destes presentes depende “do humor da viúva”, que às vezes não os recebe nem coloca os objetos no túmulo. Florinda também contratou coveiros e zeladores exclusivos.

Leia também:

‘Dona Florinda’ põe casas à venda 1 mês após morte de ‘Chaves’

Álcool e assédio moral: ‘Chiquinha’ promete lado B de ‘Chaves’ em livro

Em homenagem, Quico lamenta a distância de Chaves

Bolaños está enterrado no mesmo cemitério de outras personalidades mexicanas, como os atores Pedro Infante, Germán Valdés e Ramón Valdés, o Seu Madruga da série Chaves. A visita aos demais permanece aberta ao público.

Florinda e Bolaños se conheceram há mais de 40 anos, quando ela, aos 22, fez sua estreia no programa humorístico, em 1970, no papel de Dona Florinda. O relacionamento amoroso, no entanto, se consolidou apenas sete anos depois, enquanto o seriado vivia seu auge no México, e se arrastou por 27 anos sem ser oficializado. Somente em 2004, no dia 19 de fevereiro, que os dois se casaram na Cidade do México. Viveram juntos até a morte do humorista. A atriz se tornou persona non grata entre alguns dos atores da série, acusada de manipular Bolaños e, mais tarde, de mantê-lo afastado do mundo com o intuito de protegê-lo do assédio.

‘Los Supergenios de la Mesa Cuadrada’

O programa de 1968 reunia os atores Rubén Aguirre (Professor Girafales), Roberto Bolaños (Doutor Chapatín), Ramón Valdés (Ingeniebrio Ramón Valdés) e María Antonieta de las Nieves (como ela mesma e apresentadora). Em tom bem-humorado, os personagens comentavam notícias do momento, intercaladas por esquetes divertidos. 

‘Chespirito – El Ciudadano Gomez’

El Ciudadano Gomez (1968) foi umas das histórias criadas por Roberto Bolaños para o programa Chespirito, em que apresentaria diversos personagens — entre eles o que dava título à atração. Foi também em Chespirito que nasceram os roteiros de Chapolin e Chaves. No episódio acima, Maria Antonieta interpreta uma vidente vigarista, que finge ver o futuro em sua bola de cristal. 

‘Chapolin’

A história do herói atrapalhado e medroso nasceu em 1970, um ano antes de Chaves e sua vila. Vivido por Roberto Bolaños, Chapolin aparece sempre que alguém está em apuros e tenta resolver a situação. O mesmo grupo de atores que trabalhava em Chespirito se reveza entre diferentes papéis nas histórias que mantêm apenas o quase-herói (e quase anti-herói) como elo principal. Uma das histórias mais famosas é aquela em que Maria Antonieta de Las Nieves interpreta a Bruxa Baratuxa, que tenta fazer com que a “camponesa de coração nobre” se case com seu filho. 

‘Aquí Está la Chilindrina’

Em 1994, a personagem Chiquinha protagonizou a série Aquí Está la Chilindrina, que contava com números musicais. A história da personagem, no entanto, é diferente da que ficou conhecida em Chaves. Chiquinha era uma garota abandonada pelos pais que foi viver em um convento e enlouqueceu o padre e as freiras do local. Dirigido por Rubén Aguirre, o Professor Girafales, o programa foi o último apoiado por Bolaños, que queria seu nome nos créditos como criador intelectual da personagem e começou, então, a brigar com Maria Antonieta de Las Nieves. 

‘Kiko e sua Turma’

O ator Carlos Villagrán, intérprete de Kiko, protagonizou o seriado ¡Ah qué Kiko! (1988), traduzido como Kiko e sua Turma pela Rede Bandeirantes, que o transmitiu no Brasil. O programa também tinha o ator Ramón Valdés, o Seu Madruga, que assim como Villagrán se desentendeu com Bolaños e deixou o elenco de Chaves. Na história, Kiko é um garoto que trabalha na venda Surpresa, de Seu Madruga. Entre Chaves e Kiko e sua Turma, Villagrán protagonizou também as séries Kiko Botones (1981), Frederrrico (1982) e Las Nuevas Aventuras de Fredericco (1983).