Exposição sobre Audrey Hepburn esmiuça cotidiano da atriz em Roma

Por Da Redação - 25 out 2011, 14h31

O estilo impecável da atriz belga Audrey Hepburn, e também a famosa vespa com a qual ela explorou a Cidade Eterna no filme Férias em Roma, estão no centro da exposição Audrey em Roma, que abre as portas nesta quarta-feira no Museu dell’ Ara Pacis. No momento em que um de seus filmes ‘cule’, Bonequinha de Luxo, completa 50 anos, a mostra apresenta inúmeras roupas que fizeram da atriz um ícone do estilo, com seus imensos óculos de sol e seus foulards, e que remetem ao período de 20 anos em que Audrey viveu em Roma.

Ao todo, a exposição reúne cerca de 140 imagens, acessórios, objetos pessoais e vídeos familiares da atriz. A atriz se instalou em Roma nos anos 70, após casar-se em segundas núpcias com o psicólogo italiano, Andrea Dotti, de quem teve um filho, Luca. “Em Roma, minha mãe tornou-se, inevitavelmente, presa das fotos dos paparazzi”, contou ele à imprensa.

Dos quase 30 filmes em que Audrey atuou, três foram rodados na capital italiana: A Princesa e o Plebeu (de 1953, que a lançou à fama), Guerra e Paz (1956) e Uma Cruz à Beira do Abismo (1959). No entanto, os laços efetivos de Audrey com a cidade foram além de seu trabalho como atriz. Roma foi a cidade que a permitiu levar uma vida normal após deixar o cinema, em 1968, para se dedicar ao “sonho preferido”, o de mãe.

“Ela não se via como os demais, se sentia magra, feia, com os pés grandes demais e o nariz imperfeito, não se sentia como uma verdadeira diva”, diz Sean Ferrer, o filho mais velho da atriz, fruto da união com Mel Ferrer.

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Em meados dos anos 1980, Audrey Hepburn deixou Roma para se intalar na Suíça, onde faleceu de um câncer em 1993, aos 63 anos.

A mostra – Em lugar de destaque na mostra está a vespa verde com a placa Roma 69287, com a qual seu parceiro de Férias em Roma, Gregory Peck, a fez trilhar as ruas da cidade. Mas as inúmeras vestimentas reunidas para a ocasião mostram, também, como a atriz conseguiu impor novos cânones da moda.

Seu mentor de estilo, Hubert de Givenchy, criou para elas inúmeras roupas, como o vestidinho justo de coquetel em seda preta. Ela também apelou para o rei da moda romano, Valentino, que assinou especialmente um mantô verde de gola vermelha de inspiração militar. Além das roupas, ela lançou vários penteados, como o célebre coque, ou os cabelos curtos, e o estilo hippie.

Dividida cronologicamente, a exposição também cria oportunidade de o público se aproximar da mulher que dedicou os últimos cinco anos de sua vida às viagens. Ao todo, Audrey passou por mais de 20 países como embaixadora da Boa Vontade do Unicef, desde 1987 até sua morte, em 1993.

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Um curioso vídeo recolhe imagens da atriz com crianças em Bangladesh, Vietnã, Somália, Sudão e Etiópia. “Há viagens que são feitas com uma única coisa na bagagem, o coração”, exalta a frase que fica abaixo da projeção.

Em homenagem a seu papel de embaixadora da boa vontade da Unicef, serão cobrados 2,50 euros pela entrada na exposição, dinheiro este que será revertido para o financiamento de um projeto de luta contra a desnutrição infantil, no Chade.

(Com agências EFE e France-Presse)

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