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Ex-modelo e rapper são intimados a devolver dinheiro que ganharam de golpista

A ex-coelhinha da Playboy americana Jami Ferrell, acostumada a ficar sem nada profissionalmente, pode ficar sem nada financeiramente. Na semana passada, o advogado que administra a massa falida da Fair Finance, uma agência de investimentos do estado de Ohio, nos Estados Unidos, entrou com uma ação para que Jami devolva 174 000 dólares que teriam sido desviados para ela por seu namorado, Timothy Durham, o ex-presidente e sócio da empresa. Entre 2002 e 2009, Durham usou a Fair Finance para montar uma pirâmide financeira ao estilo da que rendeu ao nova-iorquino Bernard Madoff uma pena de 150 anos de prisão, na maior fraude da história. Ambos prometiam a quem lhes confiasse o dinheiro rendimentos superiores aos do mercado, mas, em vez de investirem em negócios lucrativos, usavam os recursos dos novos clientes para pagar os antigos. A diferença é que Madoff incinerou 85 bilhões de dólares de investidores de todos os tamanhos, enquanto Durham acabou com as economias de 5 300 trabalhadores, pequenos empresários e membros da comunidade amish, uma seita protestante. Estima-se que mais de 200 milhões de dólares tenham sumido nas mãos do golpista, parte para sustentar seu luxuoso estilo de vida. Durham possuía uma mansão de quase 3 000 metros quadrados em Indianápolis, onde patrocinava farras com moças de biquíni, uma coleção de carros esportivos, um quadro de Picasso e um iate de 7 milhões de dólares para sua namorada loira pegar um bronzeado em grande estilo.

Durham era também generoso com os amigos, com políticos e com instituições de caridade – pena que com o dinheiro alheio. Além de Jami, que foi miss Janeiro 1997 da Playboy e fez uma ponta no filme Cruzeiro das Loucas, de 2002, com Cuba Gooding Jr., estão sendo intimados a devolver algumas dezenas de milhares de dólares o rapper Chris “Ludacris” Bridges, uma organização para meninas carentes e o apresentador de TV Kato Kaelin, conhecido por ter sido a testemunha mais confusa do julgamento de O.J. Simpson, o jogador de futebol americano que escapou de ser condenado pelo assassinato da mulher, em 1994. Difícil será reaver os quase 900 000 dólares doados a campanhas do Partido Republicano. O que sobrou do patrimônio de Durham, cujo julgamento está marcado para junho, já foi ou será leiloado. Se as vítimas conseguirem recuperar 25% do que investiram, contudo, será muito.