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Em Cannes, documentários reverenciam cineastas consagrados

Produções sobre Woody Allen, John Boorman, Roman Polanski e Jerry Lewis emocionam o público do festival

Em ano que suas telas está coalhada de jovens estrelas, o 65º Festival de Cannes abre espaço para lembrar a obra de grandes nomes do cinema mundial, ainda em atividade. Espalhados pelas em seções paralelas, quatro documentários oferecem retratos de nomes como Woody Allen (Meia-noite em Paris), John Boorman (Excalibur), Roman Polanski (O Pianista) e Jerry Lewis (O dorminhoco). Os álbuns que começaram a ser abertos ainda nos primeiros momentos do festival, quando Woody Allen: A Documentary, de Robert B. Weide, sobre o cineasta nova-iorquino, e Roman Polanski: A Film Memoir, de Laurent Bouzereau, sobre o realizador franco-polonês, encheram de dores e risos os cinemas do Palácio dos Festivais.

Jerry Lewis: homenageado com documentário exibido em Cannes Jerry Lewis: homenageado com documentário exibido em Cannes

Jerry Lewis: homenageado com documentário exibido em Cannes (/)

Diante da dificuldade da construir uma biografia de Allen – a atriz Mia Farrow, ex-mulher do diretor, recusou-se a participar do filme, por exemplo -, Weide concentra-se basicamente sobre o método de trabalho do autor de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Mas alguns atores com os quais trabalhou, como Diane Keaton, Penélope Cruz e Naomi Watts, ainda oferecem algumas pistas sobre a vida privada do diretor.

O filme de Bouzereau, no entanto, vai direto à fonte: alimenta-se de 15 horas de entrevistas com o próprio Polanski, em sua casa, na Suíça. Repassa a infância pobre na Polônia, o trauma do holocausto, o início da carreira nos Estados Unidos, nos anos 60, o escândalo sexual envolvendo uma menor de idade, a fuga para a Europa, até a prisão domiciliar, em 2009, quando correu o risco de ser deportado para os EUA.

Em John Boorman: Me and me Dad, de Katrine Boorman, filha do diretor, resume a trajetória de um dos mais influentes realizadores britânicos a partir dos olhos de quem conhece o personagem na intimidade. O filme é uma mistura de biografia afetiva com aula de cinema, durante a qual o autor de Esperança e Glória (1987) fala sobre a infância, os casamentos, sua paixão pela natureza e suas aventuras (profissionais) em Hollywood.

Já Method to the Madness of Jerry Lewis, de Gregg Barson debruça-se sobre a personalidade do carismático comediante americano de 85 anos com a ajuda dos depoimentos de nomes como Steven Spielberg, Jerry Seinfeld, Quentin Tarantino e Eddie Murphy. Barson teve acesso ilimitado a Lewis, que aqui é visto sendo seguido pela câmera do diretor durante sua passagem pelo Festival de Cannes de 2009, entre outros endereços pelo mundo.

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