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Dublagem atrasa séries no Brasil, diz vice-presidente da Warner

Apostando em super-heróis e programas que já passam do décimo ano, canal pago se prepara para a estreia de novas temporadas das suas atrações

No dia 18 de setembro será exibido o Emmy, o principal prêmio da televisão mundial. A cerimônia costuma marcar o início de um novo ano de trabalho para a televisão americana. Muitos canais dos Estados Unidos estreiam em seguida novas temporadas de suas séries. Porém, os fãs brasileiros vão precisar esperar mais algumas semanas para se reencontrar com alguns dos seus personagens favoritos, e um dos motivos do atraso é o processo de dublagem, segundo conta Rogério Gallo, vice-presidente dos canais de entretenimento da Turner Brasil, controladora do canal pago Warner Channel no país.

A internet e a pirataria estimularam os canais pagos a acelerarem o lançamento das suas séries no Brasil, até com exibições simultâneas, como é o caso da HBO com Game of Thrones. Esse não será o caso da Warner, pois, segundo o executivo, as estreias aqui devem ter um atraso de duas ou mais semanas em relação aos Estados Unidos. “Nós estamos nos pacotes básicos de TV por assinatura e para atingir um grande público precisamos da dublagem, que demanda mais tempo”, explica Gallo.

Segundo o executivo, a primeira série a retornar à TV brasileira será Gotham, inicialmente prevista para o dia 3 de outubro (nos Estados Unidos, o programa retorna em 19 de setembro). Em seguida vem a estreia de Máquina Mortífera, programada para 4 de outubro (mas que já estará na TV americana em 21 de setembro). Depois, retornam Flash e SuperGirl. Por enquanto, o canal não tem datas definitivas para a estreia das novas temporadas das suas séries, mas a previsão é que elas aconteçam na primeira quinzena de outubro.

Apesar de ser um canal tradicionalmente de comédia, o Warner Channel encontrou um novo filão: os super-heróis, com a parceria com a DC Comics. “Esses programas vêm tendo ótimo resultado. Flash e SuperGirl são os destaques da nova safra. Mas Supernatural – que chega à 12ª temporada  é o nosso líder de audiência, depois Big Bang Theory, que estreia seu 10º ano”, esclarece Gallo.

Novidades nacionais – Além da nova Máquina Mortífera, baseada no filme de mesmo nome, o canal aposta em novidades nacionais: Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis e Era Uma Vez Uma História. Manual… é sobre três nerds que se juntam defender a Terra de invasões, e é a primeira produção 100% brasileira do Warner Channel. “No Brasil, faz muito mais sentido apostar em comédias, pois o gênero está mais próximo do nosso público e do nosso estilo. E essa série ainda se insere no mesmo universo geek dos super-heróis”, diz Rogério Gallo.

Era Uma Vez Uma História é baseada em um formato argentino e traz Dan Stulbach reconstituindo eventos históricos importantes do Brasil, mas com uma linguagem jovem. O programa será exibido também na TV aberta pela Band, e tem alto custo de produção – mas nada que se compara, diz Gallo, ao orçamento das produções americanas.

Comentários

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  1. Basta que eles lançar a versão dublada posteriormente…
    Tenho ojeriza por dublagens e sou obrigado a recorrer por vias ilegais para assistir junto do lançamento as séries que acompanho, justamente devido o atraso do lançamento oficial no brasil.

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  2. Rogerio Inacio Rodrigues

    É o que dá ser um país subdesenvolvido sem educação tem que dublar até um PEIDO caso contrário ninguem entende nada, nem legenda se admite pq a capacidade de leitura é nula imagina ler e visualizar o que acontece então esquece..

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  3. Mandingueiro Vudu

    Pode parecer que é porque o Brasil é analfabeto e coisa e tal, mas algumas é questão de preguiça mesmo, minha mulher prefere dublado porque não consegue ler e ver o filme ao mesmo tempo. Na França tudo é dublado (ou quase tudo) por causa do ranço com os EUA principalmente. Se o filme ou programa não é na língua portuguesa eu vejo no idioma original (mesmo que não seja inglês). Assisti Ghost in the Shell no netflix em japa que é muito mais legal que a dublagem tosca que fizeram.

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