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Du Moscovis estreia no cinema e prepara peça infantil

Por AE

São Paulo – Eduardo (Du) Moscovis corre contra o tempo. Ele busca um teatro para se apresentar em São Paulo. Não está sendo fácil. Nas próximas semanas, Du se instala no Teatro Frei Caneca, integrando o elenco do infantil “O Menino Que Vendia Palavras”. Mas ele está querendo justamente aproveitar a permanência em São Paulo – por cerca de três meses – para retomar o monólogo “O Livro”, de Newton Moreno. O problema está no conceito da montagem. A diretora (e amiga) Cristiane Jathay convenceu Du Moscovis de que é fundamental que, no desfecho, uma janela se abra no palco para mostrar a cidade. Prédios, movimento de carros, de transeuntes. Sem isso, “O Livro” não funciona. E quem disse que Du está encontrando o tal teatro?

Pode ser, para tristeza do ator, que a temporada paulistana de “O Livro” não se concretize, mas, além do infantil, ele está em “180°”, de Eduardo Vaisman, que ganha hoje as telas da cidade. E em breve estará na Globo, integrando o elenco da minissérie “Louco por Elas”, que João Falcão escreveu para ele. Há tempos que os dois namoravam a parceria. Ela, finalmente, vai se concretizar. “Louco por Elas” é sobre um instrutor de futebol quarentão e as mulheres de sua vida.

Sua última participação em novela já data de alguns anos, “Alma Gêmea”, de 2005. Embora não tenha aversão pela mídia, ele diz que aceita fazer o galã, acha legal: “Mas se virar depreciativo eu paro. Se for uma coisa pejorativa, é melhor desconstruir. Sou ator”.

Ele está bastante animado com 180º. O filme de Eduardo Vaisman conta a história de um triângulo amoroso. Possui elementos de narrativa policial, mas, para Du Moscovis, a motivação foi o personagem. “Desde que conversamos, não apenas ele, eu, mas a Malu Galli, o Felipe Abib, a motivação de todos foram os personagens. Espero que o público perceba isso”.

Em 180°, ele faz jornalista que se envolve num triângulo amoroso, mas o suspense não vem tanto das relações de afeto e de sexo como de uma particularidade da trama – o personagem encontra uma caderneta de anotações que pode ser do atual namorado de sua ex e com ela escreve um livro. A questão envolve acusações de plágio. A ética entra em discussão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.