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Defensoria Pública quer modelos negros no Fashion Rio

Empresa que organiza o evento está sendo acusada de discriminação racial

Por Da Redação - 4 Nov 2013, 16h46

Representantes da ONG Educafro e modelos recorreram à Defensoria Pública estadual do Rio de Janeiro para garantir a presença de negros nas passarelas do Fashion Rio, evento de moda que começa nesta quarta-feira, no Píer Mauá, região central da capital. A Luminosidade Marketing & Produções, responsável pela organização, é acusada de discriminação racial.

Um procedimento instrutório foi aberto para apurar a denúncia e uma reunião está marcada para esta terça-feira com representantes da Luminosidade Marketing & Produções. De acordo com a defensora pública Larissa Davidovich, a empresa pode ser obrigada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a garantir o porcentual mínimo de 10% de modelos negros nos desfiles.

“A princípio, a conduta da organização do Fashion Week viola e afronta os tratados e normas internacionais, além da própria Constituição da República, que visam combater toda e qualquer forma de discriminação, inclusive racial”, destaca Larissa. Caso a organizadora se recuse a aceitar o acordo proposto, pode ser alvo de uma ação civil pública. A solução é a mesma adotada nas edições de 2011 e 2012 do São Paulo Fashion Week, organizado pela mesma empresa.

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