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Deborah Secco em um novo roteiro

A atriz se prepara para viver a cantora Joelma, do Calypso, no cinema. O trabalho consolida seu novo estilo, bem longe da mocinha chorosa de novela

Por Mariana Zylberkan - 10 jun 2012, 08h05

Nem o rosto de menina nem as curvas insinuantes. Foi a capacidade de mergulhar profundamente em uma personagem que garantiu à Deborah Secco o papel da cantora Joelma, do Calypso, na cinebiografia a ser lançada em 2013. “A Deborah é uma das atrizes brasileiras mais completas, ela realmente vai fundo nos personagens. É essa entrega que vamos buscar na nossa Joelma”, diz o diretor Caco Souza (400 Contra 1 – A História do Comando Vermelho). As filmagens vão ser realizadas entre janeiro e fevereiro, no Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro.

A habilidade em se transformar em outra pessoa é prerrogativa para qualquer ator renomado, mas Deborah conseguiu provar essa capacidade apenas recentemente, depois de 20 anos de carreira, quando ela interpretou a garota de programa Bruna Surfistinha, no filme de Marcus Baldini, lançado no ano passado. “Foi, sem dúvida, meu melhor trabalho, o mais denso. Acho que hoje as pessoas me enxergam como uma atriz inteira, disponível, com vontade de se desafiar. Às vezes, a televisão não nos permite mostrar algo tão profundo, mas hoje sei que todos já sabem um pouco mais da minha capacidade como artista.”

O trabalho no cinema a ajudou a sair da mesmice e variar a galeria de mocinhas chorosas e símbolos sexuais que resumia, até então, sua carreira. A interpretação de Bruna Surfistinha abriu caminho para Deborah convencer de que é capaz de sair de sua zona de conforto. O papel de Giovana no sitcom Louco por Elas é indício disso. No seriado escrito por João Falcão, a atriz interpreta Giovana, mulher separada e mãe de duas meninas – uma delas, adolescente. A primeira temporada do seriado chega ao fim em 12 de junho e foi bem na audiência (picos de 17 pontos de média), o que animou a Globo a cogitar produzir a segunda temporada.

Agora, a atriz se prepara para viver a atribulada biografia da vocalista da banda paraense Calypso.

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O que te fez aceitar interpretar Joelma no cinema? O mesmo motivo que me fez aceitar fazer Bruna Surfistinha, o desafio. Eu achava que não ia conseguir fazer o filme, mas depois deu tudo certo.

Você vai cantar nas cenas? Não sei se vão usar a minha voz. Mas quero estar preparada caso precisem. Farei aulas de canto e dança, além de aprender muitas outras coisas.

Depois do sucesso de Bruna Surfistinha, teme comparação ao interpretar no cinema outra personalidade da vida real? Não. Nessa profissão não podemos temer, se não ficamos estagnados. Se não der certo, vai valer pela experiência e aprendizado.

Acredita que ter vivido a garota de programa no cinema te abriu portas para esse trabalho como Joelma? Acho que sim. Ali pude mostrar um trabalho mais intenso, algo que ainda não tinha tido oportunidade de fazer.

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Nesse momento, as pessoas tem veem mais como atriz completa e não apenas como mocinha de novela? O Bruna Surfistinha foi, sem dúvida, meu melhor trabalho, o mais denso. Acho que hoje as pessoas me enxergam mais como uma atriz inteira, disponível, com vontade de se desafiar. Às vezes, a televisão não nos permite mostrar algo tão profundo, mas hoje sei que todos já sabem um pouco mais da minha capacidade como artista.

Giovana, de Louco por Elas, é um pouco diferente de tudo que você já fez na TV. A personagem marca uma nova postura sua em relação aos trabalhos? Acho que com o passar dos anos os personagens vão mudando, afinal nós vamos mudando, amadurecendo, crescendo. Isso é um processo natural. Foi uma grande oportunidade fazer um personagem tão legal em um projeto incrível com pessoas que admiro muito.

A personagem é um respiro depois de dois trabalhos na linha piriguete (Bruna Surfistinha e Natalie Lamour, da novela Insensato Coração)? Como a Bruna e a Natalie foram personagens muito marcantes, procurei fazer em seguida uma personagem diferente em todos os sentidos, para que as pessoas pudessem ver minha versatilidade e enxergarem melhor o meu trabalho de atriz.

Sente que seus trabalhos acompanham as fases pela qual passa em sua vida pessoal? Não. Talvez elas acompanhem a idade atual. Mas as minhas personagens são bem diferentes de mim.

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Como faz para conciliar uma personalidade introspectiva com a carreira de atriz, que exige tanta exposição? Acho que esse é o meu grande trunfo, sei como me expor só quando preciso. Assim, as pessoas nunca saberão como eu realmente sou, e assim fica mais fácil para elas acreditarem na minha interpretação na TV e no cinema.

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