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Crânio de diamantes de Damien Hirst será exibido na Tate Modern

Londres, 21 nov (EFE).- A Tate Modern de Londres exibirá no próximo ano uma retrospectiva do polêmico e consagrado artista britânico Damien Hirst que incluirá uma de suas obras mais controvertidas, um crânio de diamantes chamado ‘For God’s Sake’ (‘Pelo Amor de Deus’, em português).

O museu londrino apresentou nesta segunda-feira a prévia da exposição sobre o trabalho de Hirst, que ficará exposta de 4 de abril a 9 de setembro de 2012 e promete ser uma das mostras do ano em Londres.

O artista dos tubarões e das vacas de formol exporá, pela primeira vez no Reino Unido, sua polêmica ‘For God’s Sake’, uma caveira com 8600 diamantes incrustados que criou há quatro anos e que foi comprada por um consórcio por 58 milhões de euros.

A obra, segundo um comunicado da Tate Modern, simboliza ‘o contínuo interesse pela mortalidade do artista e suas noções de valor’, além de ser uma ‘recordação sobre a fragilidade da vida’.

A caveira de diamantes será exibida no espaço na Sala de Turbinas da antiga fábrica térmica instalada às margens do Tâmisa. O crânio é feito de platina, com dentes autênticos de uma caveira do século XVII comprada por Damien Hirst. A testa é ornamentada por um grande diamante rosa de 52 quilates.

Até o momento, ‘For God’s Sake’ só foi exibida no Rijksmuseum de Amsterdã, em 2008, e no Palazzo Vecchio de Florença em 2010, após ter sido apresentada ao público pela primeira vez em 2007 na galeria londrina White Cube.

A retrospectiva que a Tate Modern prepara sobre Damien Hirst se centrará nas obras criadas no final dos anos 80 por esse criador envolvido na geração da Young British Artists, que dominou a vida artística britânica nos anos 90.

Integrada por 70 obras, a retrospectiva incluirá, entre outras obras, ‘In and Out of Love’ (‘Dentro e fora do amor’), uma instalação com centenas de borboletas vivas.

Aos 46 anos, Hirst é um dos artistas vivos mais consagrados do mundo e é autor da série ‘Natural History’ (‘História Natural’), na qual animais mortos são conservados em formol. EFE