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Corpo do compositor mineiro Fernando Brant será enterrado hoje à tarde em Belo Horizonte

O autor de clássicos do Clube da Esquina tinha 68 anos e morreu ontem à noite, em decorrência de complicações de um transplante de fígado

Por Da Redação - 13 jun 2015, 11h27

O corpo do compositor Fernando Brant será enterrado hoje, às 16h30, no Cemitério Bomfim, em Belo Horizonte. Ele está sendo velado desde às 9h no Palácio das Artes, em cerimônia aberta ao público. Brant, autor de clássicos do movimento Clube da Esquina, tinha 68 anos e morreu nesta sexta-feira (12) de complicações decorrentes de um transplante de fígado. Ele havia passado por um primeiro transplante na última terça-feira, mas apresentou rejeição ao novo órgão. Na noite de quinta, foi submetido a um segundo transplante e voltou a enfrentar problemas. Às 21h40 de ontem, a família informou que ele não resistira. Morreu no no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, onde estava internado.

Nascido em Caldas, no sul de Minas Gerais, em 9 de outubro de 1946, Fernando Rocha Brant era filho de um juiz e de uma dona de casa. Aos 5 anos, mudou-se para Diamantina e, aos 10, para Belo Horizonte, onde consturiu sua carreira. Em seus primeiros anos na capital, cursou direito, trabalhou como repórter da revista O Cruzeiro e conheceu seus parceiros musicais Milton Nascimento e Marcio Borges. Nos anos 1960, juntou-se a eles e a Lô Borges, Ronaldo Bastos, Nivaldo Ornelas, Paulo Braga, Beto Guedes, Toninho Horta e Wagner Tiso para criar o Clube de Esquina, cuja marca eram as composições sofisticadas a partir da mistura de samba, jazz e rock. Entre os principais sucessos de Brandt estão Travessia, Maria, Maria e Canção da América, que ficaram famosas na voz de Milton Nascimento. Casado com Leise Brant, o compositor deixa as filhas Izabel e Ana Luiza, o filho de criação Diógenes e dois netos.

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