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Comissão Europeia apoia novos modelos de negócio como TV conectada à internet

Bruxelas, 24 jan (EFE).- A vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Agenda Digital, Neelie Kroes, defendeu nesta terça-feira novos modelos de negócios baseados na internet, que beneficiam tanto os criadores quanto o público, como a TV conectada à internet.

‘Para continuar no jogo, a Europa deve se adaptar’, enfatizou em discurso oferecido no Parlamento Europeu.

Neelie afirmou que irá apresentar neste ano uma estratégia sobre ‘televisão conectada à internet’ (‘Connected TV’), um modelo que irá representar 90% dos televisores que serão vendidos nos próximos dois ou três anos na União Europeia, e que permite combinar programas de TVs, filmes, videogames e redes sociais.

Em sua opinião, este modelo permite aos criadores oferecer uma maneira legal de divulgar suas obras e aos consumidores escolher entre uma ampla oferta de conteúdos.

Como exemplo, citou o sistema Netflix nos Estados Unidos, uma potente plataforma de download legal de conteúdos.

A vice-presidente afirmou que deseja acelerar a adaptação do conteúdo audiovisual ao mundo digital, ao contrário do que aconteceu na indústria da música, que ‘se prendeu’ ao modelo do CD ‘por tempo demais’.

Porém, de acordo com Neelie, digitalizar os conteúdos dos ‘antigos meios de comunicação’, como a televisão e o cinema não vai ser suficiente. Será necessário impulsionar ‘novos meio de comunicação que não existiam antes, conteúdos interativos, sociais, inclusive criados pelos usuários’.

‘Quanto melhor definirmos a cultura e o entretenimento, maiores oportunidades de negócios teremos’, disse, acrescentando que, ‘vivemos em uma época na qual um só videogame, ‘Call of Duty: Modern Warfare 3’, lucrou mais em uma semana do que qualquer filme europeu.

Outro exemplo é o jogo para smartphones ‘Angry Birds’ distribuído gratuitamente, mas que fez com que seus criadores, da Rovio Mobile, faturassem US$ 100 milhões em 2011, ‘dinheiro suficiente para produzir oito vezes o filme ‘O Discurso do Rei’.

Com o intuito de desenvolver novas possibilidades de negócios na internet que contribuam para que os criadores lucrem com os direitos de suas obras, Neelie sugeriu a possibilidade de oferecer computação em nuvem como, por exemplo, o armazenamento de dados de servidores externos.

A comissária advertiu que os sites que, ‘conscientemente, permitam infrações maciças dos direitos autorais e ganham grandes somas de dinheiro à custa dos criadores, devem ser detidos’.

No entanto, ressaltou que ‘não é certo adotar medidas desproporcionais ou invasivas para interromper o desenvolvimento de atividades legítimas’.

‘Por isso, acho que os legisladores americanos fizeram o certo em esperar para buscar uma solução melhor do que os projetos de lei ‘SOPA’ e ‘PIPE”, concluiu. EFE