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Backstreet Boys, os tiozinhos do pop, fazem show nostálgico em SP

Boyband que fez sucesso nos anos 1990 traz repertório repleto de hits do passado ao Brasil e pede aos fãs que voltem 15 anos no tempo

Por Raquel Carneiro - 13 jun 2015, 08h09

O playback rolou solto e o cansaço era visível no rosto dos integrantes quarentões do Backstreet Boys após longas sequências de coreografias. Mas quem se importa? Não a plateia em São Paulo, que lotou a casa de shows Citibank Hall, na noite fria do dia dos namorados, para reviver a adolescência durante a apresentação de duas horas dos americanos. Os tiozinhos do pop, que em 2001 levaram cerca de 50.000 pessoas ao Maracanã, no Rio de Janeiro, com uma superprodução, se mostram felizes em encher locais menores, com fãs fiéis do passado, que se contentam apenas com a presença dos cinco rapazes, agora sem banda de apoio, dançarinos ou efeitos especiais.

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Para suprir a falta de tanta coisa, AJ McLean, 37 anos, Howie Dorough, 41, Brian Littrell, 40, Kevin Richardson, 43, e o mais jovem Nick Carter, 35, não economizaram nas piadas e falatório com as fãs enlouquecidas. Entre uma canção e outra, os rapazes davam uma pausa para um ou dois deles interagirem com o público. “Existem algumas regras aqui hoje”, diz Nick logo no início, antes de dizer que uma das exigências era que os presentes voltassem 15 anos no tempo. Mais tarde Kevin também pede por uma viagem ao passado. “Vamos fazer uma festa como se fosse 1999”, diz ele antes de ser ovacionado.

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Outro antigo recurso da boyband, o rebolado, também se fez presente. “Não vamos conseguir rebolar por muito tempo mais”, avisa Howie, antes de ser desafiado pelos colegas a mostrar como estará seus movimentos pélvicos em 20 anos. Para pintar um quadro de como será a dança, até Carla Perez ficaria com certa inveja — e dificilmente eles conseguirão tal proeza por volta dos 60.

Na playlist do grupo formado na Flórida, nos Estados Unidos, em 1994, não faltaram hits do passado e algumas faixas do último disco, In a World Like This, de 2013, como Show ‘Em (What You’re Made Of), Breathe e Madeleine. As canções recentes eram explicitamente menos relevante para os presentes que outras entoadas na noite como All Have To Give, As Long As You Love Me e Everybody, faixas do álbum Backstreet’s Back, de 1998; ou Quit Playing Games (With My Heart), de Backstreet Boys, disco de 1996.

Millennium, trabalho de maior sucesso do grupo, lançado em 1999, também foi responsável por músicas que levaram os mais nostálgicos a um mar de lágrimas e gritaria, com faixas como I Want It That Way, Show Me The Meaning Of Being Lonely e Larger Than Life, canção que fechou a apresentação, sem direito a bis.

“Temos 22 anos de estrada, mas não me importo com o passado, só com o futuro. A pergunta é: vocês estarão com a gente nos próximos 22 anos?”, diz Brian, repetindo a questão feita por eles nos demais shows da turnê brasileira. Mais uma vez, a resposta é dada com histeria pela plateia. Sendo assim, eles prometem que, em breve, lançarão um novo disco com uma nova turnê.

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O clima nostálgico veio acompanhado, claro, de alguns clichês, como elogios à beleza da derrière brasileira, o uso de camisetas do país e extensas declarações de amor aos fãs. Kevin se enrolou em um momento e chamou São Paulo de Rio, único momento que desagradou os presentes, que logo relevaram. Afinal, é comum a memória falhar com a chegada da idade.

O grupo ainda faz mais dois shows em São Paulo, nestes sábado e domingo, antes de seguir para a última data da agenda no país, em Porto Alegre, na segunda-feira, dia 15 de junho.

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