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Atores pornô revelam segredos da indústria em fórum na web

Entre os pontos levantados está o de que atores que vivem gays nas telas geralmente são heterossexuais e de que mulheres ganham mais do que homens para fazer os filmes

A atriz pornô Ela Darling, que participou da discussão no Reddit A atriz pornô Ela Darling, que participou da discussão no Reddit

A atriz pornô Ela Darling, que participou da discussão no Reddit (/)

Atores e produtores da indústria pornográfica revelaram alguns segredos da indústria no fórum Reddit nesta semana. Um usuário fez a pergunta: “Atores pornô que estão no Reddit, o que os espectadores realmente não sabem?”. O tópico, criado há uma semana, recebeu até agora mais de 10.000 comentários de quase 3.000 usuários do fórum. Uma das revelações, feita por um produtor de filmes pornô, foi que a maior parte dos atores que interpretam gays nas telas são, na verdade, heterossexuais.

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A mesma pessoa disse que, ao contrário do que acontece em muitas profissões, as mulheres que atuam em filmes pornográficos recebem salários maiores do que os homens. “Em 2003, uma garota podia receber 2.500 dólares por cena, dependendo do que ela fazia. Os homens ganhavam cerca de 500 dólares apenas”, disse. Ele também disse que a maior parte das produções são feitas na base do improviso dos atores, apesar de muitas contarem histórias para lá de bregas e artificiais.

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux

Dura sete minutos ininterruptos uma das cenas de sexo entre Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux no longa Azul É a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle), do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche. As discussões filosóficas e morais sobre o filme, que foi inspirado em uma história em quadrinhos de mesmo nome, ganharam ainda mais repercussão após as declarações das atrizes sobre o método de filmagem do diretor. Adèle chegou a afirmar que  se sentiu explorada e Léa também disse que se sentiu como uma prostituta no set quando teve que fingir orgasmos durante seis horas seguidas com três câmeras voltadas para ela. 

Dakota Johnson e Jamie Dornan

Ao contrário do que pode pensar muita gente, os atores Jamie Dornan e Dakota Johnson não acharam nada prazeroso fazer as cenas de sexo de Cinquenta Tons de Cinza (2015). “Cheguei a sentir dor em alguns momentos”, disse a atriz à revista britânica Glamour Magazine. A dor veio mesmo com o cuidado que, contou a atriz, o colega Jamie Dornan teve com ela. “Jamie era o primeiro a me cobrir quando a gente terminava de gravar e eu não estava vestindo muita coisa. Ele estudou bastante as práticas de bondage (fetiche em amarrar e imobilizar o parceiro) para que tudo fosse feito de forma segura. Mas é óbvio que muitas vezes foi doloroso.” Em entrevista ao site de outra revista, a americana Time, a atriz confirmou que as cenas mais difíceis de fazer foram essas de bondage, como aquela em que Christian usa uma espécie de chicote em Anastasia “Filmar uma cena de sexo não é uma situação sedutora ou prazerosa. Pelo contrário, é suado e nada confortável.”

Shailene Woodley e Theo James

Shailene Woodley e Theo James passaram por diversas situações desagradáveis nas gravações de Insurgente (2015). A dupla chegou a confessar que sofreu ferimentos leves durante a filmagem das cenas de ação mais perigosas e, para completar, James contou que não estava nada à vontade nas cenas de sexo com a parceira Shailene. “Para mim, às vezes ajuda se eu beber alguma coisa antes de uma cena díficil. O mais estranho é quando você está filmando uma cena íntima e algo na cena precisa ser retirado pela produção. Aí, você não pode se mover, você tem que ficar parado ali, em posições desconfortáveis. Você está completamente pelado e coberto de suor”, disse o ator ao site E!News. 

Charlotte Gainsbourg

Ninfomaníaca (2014), só pelo título, já se mostrava um filme controverso. Colaborou para isso também a direção de Lars Von Trier, conhecido por produções fortes como Melancolia (2011). A protagonista Charlotte Gainsbourg compartilhou sua experiência ao viver Joe, uma mulher viciada em sexo e cheia de obsessões: “As cenas de sexo não foram difíceis, mas as de masoquismo foram constrangedoras e humilhantes. Usei uma prótese vaginal, então, todo dia, durante duas horas, tinha que lidar com alguém trabalhando ‘lá embaixo’. Também tinha que ficar horas sem fazer xixi. Essa foi a parte difícil”, disse a atriz ao site do jornal britânico The Guardian.

Brooklyn Decker e Patrick Wilson

Em 2014, um vídeo dos bastidores do longa Stretch, dirigido por Joe Carnahan, revelou a situação bizarra e nada erótica que é gravar uma cena de sexo para o cinema. Antes de fingirem um orgasmo, os atores Brooklyn Decker e Patrick Wilson não conseguiram se controlar e segurar um riso nervoso, típico de momentos de constrangimento. Não houve qualquer intervalo entre as filmagens para os atores construírem um clima mais íntimo. E, entre uma cena e outra, um assistente de produção aparecia no meio do casal para borrifar suor falso. Assim que terminou a tomada, a claquete indicou o número 32, que pode ser interpretado como a trigésima segunda em vez que a cena era rodada. Para piorar, o diretor disse em seguida: “Muito bem, pessoal. Agora vamos mais uma vez. Façam outra como essa”. Haja fôlego.

 

Cameron Diaz

Existe uma primeira vez para tudo na vida, inclusive para ser filmada totalmente nua. No caso da atriz Cameron Diaz, o fato aconteceu no set do longa Sex Tape: Perdido na Nuvem (2014), em que contracena com Jason Segel. Mas ficar completamente despida e à mostra não foi a única cena diferente que Cameron protagonizou no filme. A atriz teve que interpretar um parto, situação que ela classificou como “intensa”. “Eu me vi em um quarto no meio do nada no Estado de Massachusetts, às 11 horas da noite, fazendo uma cena de parto, e todo mundo ao meu redor estava gritando entre si”, disse ela à revista Esquire. “Eu tive que atuar e fingir que estava empurrando uma bola de basquete que saía da minha vagina. Uma loucura, né? Mas não tinha o que fazer. Tive que repetir para mim mesma: ‘Tenho sorte. Este é um grande trabalho. Eu acho isso divertido’.”

Muitos profissionais afirmaram que mesmo um curta-metragem pode demorar horas para ser filmado e que as gravações são interrompidas diversas vezes, algo que é resolvido na edição. “Há muitas pausas, muitas risadas e muita gente trocando mensagens com os amigos entre as cenas”, escreveu uma pessoa. Outra disse que os atores também usam essas pausas para descansar entre uma cena e outra.

A atriz Ela Darling refutou o mito de que os atores que trabalham nesses filmes têm muitas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). “Nós passamos por um teste rigoroso a cada duas semanas com os melhores exames para DSTs que existem no mercado. Atores pornográficos têm menor incidência de HIV do que a população em geral”, disse. Ela também afirmou que os profissionais que atuam na indústria não recebem royalties pelos filmes, recebendo somente uma vez por cada produção.

(Da redação)