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Atores de ‘Carrossel’ crescem, namoram e salvam acampamento em filme

Personagens aparecem mais maduros, porém sem perder a essência consagrada da televisão, no longa que estreia agora nos cinemas

Cirilo, Maria Joaquina e a turma de Carrossel estão de volta, e desta vez na tela grande. Dois anos depois do fim da novela do SBT, estreia Carrossel – O Filme, que põe nos cinemas as crianças da Escola Mundial já crescidas para o espectador relembrar as cenas da televisão com nostalgia. As personagens ainda conservam características e peculiaridades que fizeram sucesso na TV, mas há novos namoros na turma e a união de todos para salvar o acampamento em que vão passar férias, ameaçado por dois vilões que querem construir uma fábrica no lugar.

O longa começa com os alunos em seu último dia de aula e a ansiedade de ir para o acampamento Panapaná, do avô de Alicia (Fernanda Concon), Seu Campos. O nome significa “coletivo de borboletas”, animal que não falta por lá. O velhinho simpático e protetor da natureza é vivido por Orival Pessini, que ficou famoso em papéis de personagens mascarados, como o Fofão, do Balão Mágico. A turma então parte para as férias junto com a diretora Olívia (Noemi Gerbelli) e Graça (Márcia de Oliveira), a faxineira da escola. A professora Helena, da novela, foi cogitada pelos alunos para acompanhá-los, mas, como acabou de ter um filho, acaba nem aparecendo no filme. O motivo real da ausência da atriz, Rosanne Mulholland, é que ela assinou contrato com a Rede Globo, onde atuou como a vilã Débora na novela Alto Astral, o que impossibilitou sua presença no filme. Apesar da insatisfação das crianças depois da notícia de que a diretora iria no lugar de Helena, todos parecem se divertir, já que Olívia deixa de lado o perfil de chefe dura e rígida que tinha no folhetim.

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Ao chegar ao acampamento, os alunos são recebidos por Seu Campos e pelo monitor Alan (Gabriel Calamari), por quem as meninas logo se apaixonam. Em seguida, são formados dois times, o Roxo e o Laranja, para uma gincana. Na divisão, os namorados Valéria e Davi ficam em grupos diferentes, o que preocupa a moça, com ciúmes de Carmem. Já Cirilo tem sorte e cai no time de Maria Joaquina, por quem tem é doidinho, mas que ainda o despreza.

Enquanto as brincadeiras acontecem na maior tranquilidade, dois esquisitões, Gonzales (Paulo Miklos) e Gonzalito (Oscar Filho), chegam ao acampamento para tentar convencer Seu Campos a vendê-lo para que possam erguer uma fábrica no local. Com a negativa, eles elaboram um plano para sabotar o lugar. Os vilões, que não estavam presentes na novela, são uma diversão à parte. Enquanto o vocalista do Titãs mostra vocação para a comédia na pele de Gonzales, Oscar Filho surpreende em seu primeiro trabalho no cinema. O personagem do ex-CQC é um ababelado ajudante do mal que quase não fala, apenas sussurra e faz barulhos indecifráveis. As confusões que ele provoca enquanto tenta colocar em ação o plano de sabotar o acampamento rendem boas risadas para as crianças. O papel é mesmo bem caricato e com humor voltado para os mais novos, lembrando os clássicos vilões atrapalhados de animação: perfeito para o público infantil.

Quando os malvados conseguem fazer com que o acampamento seja interditado pelo chefe de polícia, as crianças, junto com Seu Campos, decidem provar que tudo não passou de uma armação.

Quem acompanhou a novela vai poder matar a saudade dos personagens. Apesar de as crianças estarem mais velhas e maduras, o longa não deixa de ser direcionado para um público mais novo. As piadas e o enredo buscam atingir uma faixa etária semelhante à visada na televisão. Além do tema da novela, tocado no começo, o filme apresenta a música original Panapaná, que segue a linha da outra, vibrante e capaz de grudar na cabeça de qualquer um.

Como é praxe em longa infantil, ainda que meio clichê, Carrossel – O Filme passa uma mensagem para as crianças, no caso a ambiental: o acampamento cheio de verde e vida se sobrepõe à fábrica poluidora. Didatismos à parte, o filme é um bom programa para quem viu a novela e também para quem a perdeu, já que o enredo é totalmente independente e qualquer um pode entender a história.