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Antologia em espanhol comemora o 60º aniversário de Snoopy e Charlie Brown

Por Da Redação - 19 jan 2012, 15h36

Carmen Sigüenza.

Madri, 19 jan (EFE).- Charlie Brown nasceu em 2 de outubro de 1950 e dias depois veio Snoopy, o cachorro mais filosófico do mundo, e o resto da turma de amigos que formam a tirinha mais icônica dos Estados Unidos, que agora chega à Espanha na forma de uma antologia por seu 60º aniversário.

‘O melhor de Charlie Brown e Snoopy’, editado por Debolsillo (Mondadori), encerra as comemorações pelo aniversário, celebrado em 2010 nos EUA com exposições, atividades para crianças e reedições.

Hoje, estes personagens de história em quadrinhos continuam sendo uma fonte de renda milionária para os descendentes do desenhista Charles M. Schulz, que morreu de câncer no ano 2000.

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‘O mundo de Charlie e Snoopy é um microcosmos, uma pequena comédia humana válida tanto para o leitor inocente como para o sofisticado’, diz o escritor e semiólogo italiano Umberto Eco sobre os ‘Peanuts’ (amendoim em inglês e termo com o qual se denominava crianças).

Esta tira cômica, traduzida para 21 idiomas, lida por mais de 355 milhões de leitores divididos em 2.600 jornais e que agrada tanto a jovens como adultos, tem dois protagonistas de luxo.

Charlie, o menino cabeçudo de seis anos, que, vestido com uma camiseta com uma faixa de losangos pretos, é lúcido, bom, imperfeito e perdedor, e seu cachorro Snoopy, um filósofo existencialista, poético, irreverente, livre e que dorme em cima de sua casinha.

Snoopy e Charlie estão frequentemente acompanhados do resto dos peanuts: Linus, sempre com sua manta nas costas e o dedo na boca, gestos que mostram sua insegurança frente ao mundo; Sally, a ruiva, irmã mais nova de Charlie: banal, superficial, ‘toca-narizes’ e com o único desejo de encontrar um bom namorado; e Lucy, sempre preparada para ‘amassar’ Charlie psicologicamente, a malvada da turma.

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A turma se completa com Schroeder, o pianista superdotado, amante de Beethoven; o pássaro Woodstock, que fez seu ninho na barriga de Snoopy, Patty Pimentinha e Marcie, a desastrada e a estudiosa, respectivamente.

Os personagens, todos eles, questionam o modo de vida americano enquanto jogam beisebol, passeiam ou contemplam as estrelas, refletindo sobre a amizade, família, poder e o respeito aos animais.

‘Já pensou como seria o mundo se não houvesse o sol’? -pergunta Charlie a Lucy- ‘Sim, responde ela-, é um assunto fascinante… de queimar os miolos diante da possibilidade… é o tipo de questão que pode gerar um debate interminável’. ‘E qual é a sua opinião?’, insiste Charlie. ‘Que ficaríamos no escuro!’, responde Lucy a um Charlie com cara de resignação.

Esta é uma das infinitas tirinhas que, com um traçado preto e simples, quase minimalista e com carga psicológica, se transformaram em ícone no mundo da história em quadrinhos.

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Sem esquecer também que estes personagens, especialmente Charlie e Snoopy, se transformaram em todo tipo de imagens para camisetas, cartazes, cadernos e uma infinidade de objetos. EFE

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