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Afilhada de Amy Winehouse é atração de festival em SP

Por AE

São Paulo – O grande rebuliço dos shows internacionais do ano passado começou com o Summer Soul Festival, no último janeiro, com uma atração peso-pesado. Mas Amy Winehouse, meio decrépita, mais cambaleou do que cantou. Encantou, pois sua voz dourada ainda mantinha alguma classe. Em julho, porém, a cantora morreria em Camden, no norte de Londres.

Numa coincidência um tanto melancólica, a segunda edição do festival traz, hoje na Arena Anhembi, duas consideradas herdeiras do gênero revitalizado por Winehouse, o neosoul, as inglesas Dionne Bromfield e Rox. As duas serão responsáveis por esquentar a festa, iniciada às 18h50. Serão também aquelas que mais fazem jus ao evento, entre os outros escalados: o menino prodígio do R&B Bruno Mars, a indie branquela de alma negra à frente do Florence And The Machine e o brasileiríssimo Seu Jorge.

Entre as duas revelações do soul, Dionne Bromfield merece mais do que a alcunha de “herdeira de Amy Winehouse”. Como afilhada (de verdade) da cantora inglesa, a menina surgiu para o mercado fonográfico aos 12 anos, em 2008, quando começou a pipocar um vídeo no Youtube cantando “If I Ain’t Got You”, da Alicia Keys.

Seria um vídeo amador qualquer, não fosse quem estava ao seu lado, ao violão, a própria Amy Winehouse. Logo, em 2009, a estudante tímida de Kent já lançava seu primeiro disco, “Introducing Dionne Bromfield”, pelo selo Lioness Records da madrinha. O disco trouxe uma coleção de interpretações de clássicos do soul. “Eu preciso dizer que as pessoas acham que sou mais velha por cantar soul, que é algo tão mais maduro”, falou a cantora de 15 anos. “Meus amigos costumavam ouvir Justin Timberlake, Christina Aguilera. Mas eu ouvia soul music em casa. E acho que essa é a verdadeira música.”

Dionne lançou, no ano passado, mais um disco, “Good for the Soul”, poucos dias antes da morte da madrinha. “A Amy que eu conhecia não era a mesma que aparecia nos tabloides. Nós, a minha família, conhecemos a verdadeira pessoa que ela era”, diz. “É estranho estar no mesmo palco em que ela cantou. É um pouco assustador. Mas ela disse coisas maravilhosas de vocês brasileiros.”

Um pouco mais madura, aos 23 anos, Rox viu as portas se abrirem depois de ser apontada como ‘Sound of 2010’, numa espécie de eleição do canal britânico BBC das apostas do ano. “Aquilo não mudou a minha vida, mas fez tudo acontecer. As pessoas passaram a me conhecer mais, pude gravar um disco (Memoirs, de junho de 2010)”, diz. Entre as suas influências, ela surpreende. Além de Lauryn Hill, Joni Mitchell e Sade, ela lista a roqueira Alanis Morrisette. “Acho que a música dela tem alma. Não precisa ser nada óbvio. Tem a ver com a alma, não é?” E o soul, então, captura celeumas da alma as explode em canções. Se, hoje, Bromfield e Rox têm seu espaço para brilhar, muito devem a Amy Winehouse. As informações são do Jornal da Tarde.

Summer Soul Festival – Arena Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana). Ingressos: http://www.livepass.com.br. De R$ 200 a R$ 480. Hoje, a partir das 18h50. Os portões abrem às 16h.